Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

EFEITO DO PH SOBRE AS PROPRIEDADES ESPECTROSCóPICAS DO CORANTE NATURAL VERMELHO R-FICOERITRINA DA MACROALGA MARINHA SOLIERIA FILIFORMIS

Autores

ACRISIO JOSé UCHôA BASTOS-FILHO, ÁUREA ANETTE MONTEIRO BRITO, FRANCISCO LUCAS DE SOUZA LOPES, ANA LúCIA PONTE FREITAS, NORMA MARIA BARROS BENEVIDES, MáRJORY LIMA HOLANDA-ARAúJO

Modalidade

Resumo

Área Temática

3 BIOTECNOLOGIA E INOVAçõES

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/98

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Ficobiliproteína; Rodófita; Aditivo Alimentar.

Resumo

As macroalgas marinhas vermelhas biossintetizam uma ficobiliproteína denominada R-ficoeritrina, um pigmento fotossintético acessório vermelho com características físico-químicas e espectroscópicas (absorbância e fluorescência) de ampla aplicação biotecnológica e industrial, porém instáveis em altas temperaturas e pH extremos. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi caracterizar as propriedades espectroscópicas da R-ficoeritrina de S. filiformis frente às variações de pH. A macroalga marinha vermelha foi coletada em cultivo cordas de cultivo localizadas a aproximadamente 200 metros da costa, na praia de Flecheiras (03°13’06”S – 39°16’47”W), município de Trairi, a 130 Km de Fortaleza-CE. A macroalga foi lavada e colocada sob agitação constante com tampão fosfato de potássio 0,025 M, pH 6,5, na proporção de 1:3 (m/v) por 6 horas. O homogenato foi filtrado, o resíduo foi descartado e o filtrado foi centrifugado a 17.000 x g, 4 ° C por 30 minutos. Em seguida, o filtrado foi precipitado com sulfato de amónio (90% de saturação) durante 12 horas. O precipitado foi solubilizado em água, dialisado e aplicado em cromatografia de troca iônica em DEAE-Sephacel, onde o pico obtido com NaCl 0,5 M foi usado como R-FE puro de S. filiformis. A estabilidade dos espectros de absorção e fluorescência da R-FE foi caracterizada com diferentes tampões. A concentração das soluções utilizadas para analisar o efeito do pH nos espectros de absorbância e fluorescência foi de 0,5 mg/mL e 0,01 mg/mL, respectivamente. Os espectros foram obtidos em cinco tempos diferentes com intervalos de meia hora (30 min) entre cada leitura. No tempo zero, o pH com o maior teor de R-FE foi de 6,5 (0,0585 mg R-FE/mL), seguido de pH 7,1 com uma diferença muito sutil (0,0582 mg R-FE/mL). Em pH 12, a solução perdeu completamente sua cor. Após 2 horas, houve uma ligeira diminuição na concentração de R-FE em praticamente todos os pHs. Não foram observadas alterações significativas nos espectros de absorção durante o experimento, mas os espectros de emissão de fluorescência foram mais afetados pela variação do pH, sendo observado um decréscimo na intensidade de fluorescência em algumas soluções testadas. Assim, pelos espectros de absorção e fluorescência e pela concentração de R-FE e intensidade de fluorescência, pode-se dizer que as propriedades espectroscópicas da R-FE da macroalga marinha vermelha Solieria filiformis são estáveis em uma faixa de pH de 5 a 11. Portanto, o pigmento pode ser usado como um potencial corante alimentar para produtos lácteos, como o iogurte.