Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA ULTRAESTRUTURA VALVAR DO GÊNERO EUNOTIOFORMA KOCIOLEK & BURLIGA

Autores

LUíS GUSTAVO DE CASTRO CANANI, DáVIA MARCIANA TALGATTI, SéRGIO DE MELO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/97

ISSN

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Palavras-Chave

Amazônia, água doce, Eunotiales, Taxonomia

Resumo

O gênero Eunotioforma Kociolek & Burliga possui atualmente oito espécies, sete das quais previamente pertencentes a Eunotia Ehrenberg. Compartilha com as demais Eunotiales a presença de sistema de rafe, rimopórtulas e (exceto em Peronia Brébisson & Arnott ex Kitton e Sinoperonia Liu et al.) a assimetria em relação ao eixo apical. Um conjunto de características diferencia Eunotioforma das outras Eunotiales: rafe fortemente curvada, quase inteiramente na face valvar, e esterno localizado medianamente. Com relação à biogeografia, duas espécies foram registradas no hemisfério norte (EUA e Finlândia) e as outras seis nos trópicos: uma na Malásia e cinco em ambientes amazônicos. Com exceção de E. matogrossiana Kociolek et al. (que é o tipo genérico), todas as espécies sul-americanas foram descritas em meados do século XX a partir de amostras coletadas no estado do Pará, sendo uma em Belém (E. elongata (Patrick) Kociolek & Burliga) e três na região do baixo rio Tapajós (E. conversa (Hustedt) Kociolek & Burliga, E. curvula (Hustedt) Kociolek & Burliga, E. synedraeformis (Hustedt) Kociolek & Burliga). Este estudo pretende colaborar para a melhor delimitação morfológica de três espécies amazônicas do gênero Eunotioforma, utilizando caracteres ultraestruturais, bem como apresentar um possível novo táxon pertencente a este gênero. Como parte da investigação da flora diatomológica da Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão (Santarém, PA), amostras perifíticas coletadas em dois igarapés e um lago conectado ao rio Tapajós, em julho de 2016 e julho de 2017 foram analisadas em microscopia óptica e de varredura. As águas dos ambientes estudados são ácidas e com baixa condutividade. As poucas imagens da ultraestrutura dos táxons amazônicos existentes na literatura, com exceção da espécie tipo do gênero, foram obtidas a partir do material tipo, coletadas a cerca de 70 anos, e, em geral, são de baixa qualidade ou representam apenas uma parte da valva. São apresentados detalhes ultraestruturais das espécies E. conversa, E. curvula e E. synedraeformis, bem como os de um táxon que não se enquadrou nas descrições existentes, com imagens em quantidade e qualidade inexistentes na literatura. O estudo pretende contribuir para e delimitação acurada das espécies conhecidas do gênero Eunotioforma e apresentar uma possível nova espécie para a ciência.