Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

CARACTERIZAÇÃO DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DE UMA ESPÉCIE DE ALGA MARINHA CULTIVADA NO LITORAL CEARENSE

Autores

JOSÉ CIRLANIO SOUSA ALBUQUERQUE, CLÁUDIA CINTHIA SANTOS DE OLIVEIRA, ANTÔNIO ALVES DA SILVA NETO, MÁRJORY LIMA HOLANDA ARAÚJO, NORMA MARIA BARROS BENEVIDES

Modalidade

Resumo

Área Temática

4 USO SUSTENTáVEL DE ALGAS E OUTROS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/92

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Macroalgas, Biomassa, Composição centesimal, Carboidratos

Resumo

A composição química das macroalgas e suas características naturais atraíram a atenção como fonte de biomassa para a produção de vários compostos economicamente importantes. As algas do gênero Gracilaria são encontradas em todas as regiões tropicais do mundo. No Brasil, a espécie Gracilaria birdiae (G. birdiae) é encontrada ao longo da costa nordeste. O objetivo deste estudo foi determinar a composição centesimal aproximada da macroalga vermelha G. birdiae cultivada em sistemas de maricultura no litoral do Ceará. As algas foram coletadas em estruturas agrícolas localizadas na praia de Flecheiras, Trairi, Ceará, Brasil. Em laboratório, as algas foram lavadas com água para remoção do sal, organismos contaminantes, secas à temperatura ambiente. A biomassa de algas secas foi moída por um moinho elétrico e peneirada através de uma peneira de malha 80 (<0,18 mm) e armazenado à temperatura ambiente. O teor de proteína foi determinado pelo método microKjeldahl, usando o fator 6.25 para converter o nitrogênio total em proteína bruta. O teor de lipídeos, cinzas e umidade foi determinado de acordo com a Associação de Químicos Analíticos Oficiais. Lipídios foram extraídos da alga seca usando um aparelho de Soxhlet a 80 °C durante 4 h usando acetona como solvente. O teor de cinzas foi determinado após incineração em forno mufla a 550 °C por 4 h. O teor de umidade foi determinado após secagem a 105 ± 5 °C em estufa de secagem. O teor de carboidratos foi determinado pelo cálculo da diferença percentual de todos os outros constituintes. A composição de G. birdiae mostrou de 73,0% de carboidratos, 8,0% de proteínas, 0,5% de lipídios, 6,0% de cinzas e 12,5% de umidade. Os carboidratos são geralmente os componentes mais abundantes em algas marinhas do gênero Gracilaria. Contrariamente, os lipídios são os constituintes menos abundantes nas algas tropicais. Diferenças na composição química aproximada de algas marinhas estão associadas principalmente a variações sazonais e ao estágio de vida. Os resultados encontrados neste estudo corroboram com vários estudos publicados sobre a composição química das algas. Portanto, o alto teor de carboidratos (73,0%) encontrados em G. birdiae a torna atraente como fonte potencial de biomassa renovável que pode ser utilizada em diversos processos químicos para a produção de vários compostos com importância econômica.