Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

VARIAçãO DA BIODIVERSIDADE E DENSIDADE DA COMUNIDADE FITOPLANCTôNICA EM FUNçãO DA LUMINOSIDADE EM DIFERENTES ESTAçõES CLIMáTICAS (LAGOA JACUNéM, SERRA – ES)

Autores

BRENER FREITAS DE ALVARENGA, VALéRIA DE OLIVEIRA FERNANDES, FERNANDA BRêDA ALVES, FREDERICO PACHECO MILITãO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/9

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

lagoa costeira, sólidos totais suspensos, turbidez, riqueza, fitoplâncton

Resumo

Lagoas costeiras são geralmente rasas e paralelas à costa, sendo normalmente, localizadas em centros urbanos; apresentam múltiplos usos, como pesca e recreação, como é o caso da lagoa Jacuném (Serra-ES). As lagoas costeiras têm sido submetidas a diferentes formas de impacto antrópico que resultam na eutrofização artificial, acarretando sérias mudanças na comunidade fitoplanctônica, que tem sua distribuição influenciada por inúmeras variáveis, dentre elas a disponibilidade de luz. O objetivo desse trabalho foi avaliar a variação espacial (vertical e horizontal) e sazonal da biodiversidade e densidade do fitoplâncton em função da luminosidade na lagoa Jacuném (Serra-ES). As amostras foram coletadas na subsuperfície, 25% de luminosidade e zona afótica, sendo a luz subaquática determinada por radiômetro, no período de seca (setembro/2013) e chuva (março/2014), em duas estações amostrais (EA1 e EA2). As variáveis analisadas foram riqueza, densidade média total (DMT), clorofila a, sólidos totais suspensos (STS), turbidez, oxigênio dissolvido e saturação de oxigênio. Para verificar a significância da variação da DMT entre as estações amostrais foi utilizado o teste TUKEY 5%. A comunidade fitoplanctônica esteve composta por 49 táxons divididos em 9 Classes, sendo a Classe Cyanophyceae a mais representativa, seguida da Chlorophyceae. A biodiversidade vertical não apresentou grande variação, com as Classes Cyanophyceae, Coscinodiscophyceae e Trebouxiophyceae presentes nas profundidades analisadas. Temporalmente a estação chuvosa apresentou maior riqueza, porém menor DMT, Clorofila a, e STS. A DMT diferiu significativamente na avaliação temporal, mas não diferiu espacialmente. . O oxigênio, dissolvido e saturado, apresentou variação temporal sendo a seca responsável pelos maiores registros dessa variável. Os resultados evidenciaram que verticalmente a luminosidade teve pouca influência na biodiversidade do fitoplâncton, e não atuou sob os valores da DMT, sendo a sazonalidade o fator que mais influiu na variação da biodiversidade e densidade média total.