Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

O PERFIL VERTICAL E A SAZONALIDADE INFLUENCIAM NA DISTRIBUIÇÃO, BIOMASSA E INTERAÇÃO ENTRE CIANOBACTÉRIAS E ZOOPLÂNCTON EM UM RESERVATÓRIO SUPEREUTRÓFICO TROPICAL?

Autores

ANAMARIA SILVA DINIZ, SILVANO LIMA DO NASCIMENTO FILHO, VITOR RICARDO SOUZA, ARIADNE DO NASCIMENTO MOURA

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/84

ISSN

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Palavras-Chave

Colonial, Cyanophyceae, filamentosa, Rotifera, variação sazonal.

Resumo

As mudanças físico-químicas da água têm causado efeitos diretos e indiretos sobre o plâncton. A luz, temperatura, disponibilidade de recursos e predação são fatores que influenciam a migração vertical das comunidades aquáticas nos reservatórios, selecionando diferentes espécies fitoplanctônicas e zooplanctônicas ao longo da variação sazonal e vertical provocando mudanças na estrutura e dinâmica dessas comunidades. Diante disso, o objetivo do trabalho foi analisar a distribuição, biomassa e interação entre cianobactérias (filamentosas e coloniais) e o zooplâncton de um reservatório supereutrófico em perfil vertical e sazonal. Coletas para análise quali-quantitativa das espécies de cianobactérias e da comunidade zooplanctônica foram feitas no período seco e chuvoso nos meses de Julho/2016, Setembro/2016, Janeiro/2017 e Março/2017 na região limnética do reservatório na camada superficial da coluna d’água, no limite da zona eufótica (Zeu) e no fundo, no reservatório Tapacurá, São Lourenço da Mata, PE, através de garrafa de van Dorn. Além disso, foram mensuradas as variáveis físicas e químicas da água no período de amostragem. No total, foram identificadas 16 espécies da classe Cyanophyceae, 12 espécies do grupo Rotifera, 3 espécies do grupo Cladocera e o grupo Copepoda (Calanoida, Cyclopoida e náuplios). A Anova one-way mostrou que a biomassa das cianobactérias não diferiu significativamente entre as profundidades (p > 0,05), no entanto, a sazonalidade foi um fator significativo na mudança da biomassa das espécies entre o período seco e chuvoso (p < 0,05). A RDA mostrou que as variáveis temperatura da água, pH, condutividade e sólidos totais dissolvidos influenciaram positivamente as cianobactérias com morfologia colonial no período seco, enquanto que nitrogênio total e nitrito influenciaram positivamente as cianobactérias com morfologia filamentosa no período chuvoso. Contrariamente, a comunidade zooplanctônica não mostrou variação em função da profundidade e sazonalidade (p > 0,05). Entretanto, as análises de regressão linear mostraram que o zooplâncton teve relação com a variação das cianobactérias ao longo dos períodos sazonais. No período seco, os rotíferos mostraram relação negativa com Dolichospermum flos-aquae, enquanto que no período chuvoso os rotíferos e copépodos mostraram relação positiva com Dolichospermum flos-aquae e Microcystis aeruginosa, respectivamente. Os cladóceros mostraram relação positiva com Geitlerinema amphibium e Microcystis aeruginosa, e negativamente com Cylindrospermopsis raciborskii. Os resultados mostram que a sazonalidade e a variação das variáveis abióticas influenciaram na dinâmica dos grupos morfológicos das cianobactérias, bem como que indiretamente na relação com o zooplâncton.