Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

DIVERSIDADE E DISTRIBUIçãO DAS MACROALGAS NA PENíNSULA ANTáRTICA

Autores

MARCELLA ARAúJO DO AMARAL CARNEIRO, ALINE PATERNOSTRO MARTINS, CAROLINE REZENDE GUERRA, FELIPE DE OLIVEIRA FERNANDES, PIO COLEPICOLO, ELIANE MARINHO SORIANO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/82

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Diversidade; Macroalgas antárticas; Península Antártica

Resumo

As macroalgas do ambiente marinho antártico apresentam uma grande diversidade estrutural, podendo ser observadas tanto espécies de pequeno quanto de grande porte, assim como também elevados valores de biomassa. Desde 1900, os estudos sobre a diversidade das macroalgas marinhas do continente antártico foram intensificados, sendo publicados vários trabalhos nessa área. Entretanto, estudos mais recentes demonstram que a diversidade desses organismos foi subestimada por alguns anos, especialmente devido à logística de acesso e à elevada concentração desses estudos na zona entremarés. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo dar continuidade aos estudos florísticos de diversidade de macroalgas em ilhas do entorno na Península Antártica, priorizando amostragens de infralitoral raso. As coletas foram realizadas durante a 3ª fase da OPERANTAR XXXV (entre 07 e 26 de janeiro/2017). Durante esse período, as algas foram coletadas nas regiões entremarés e infralitoral raso, em 6 ilhas da Península Antártica, contemplando 14 localidades amostrais distintas. O material coletado foi triado e identificado de acordo com técnicas usuais em ficologia no laboratório misto do navio polar Almirante Maximiano. Durante essa expedição, foram identificadas 31 espécies de macroalgas, sendo 16,2% Chlorophyta, 42% Heterokontophyta e 42% Rhodophyta. Entretanto, quando analisamos separadamente os locais amostrados, o padrão de distribuição variou de acordo com as condições específicas da região, sendo possível observar que em alguns deles as algas pardas predominam em relação às demais divisões (Whalers Bay, Ilha Deception), enquanto que em outros não foram registradas espécies da divisão Chlorophyta (Ilha Nelson). Neste estudo, as espécies com maior frequência de distribuição (≥75% dos locais amostrados) foram Desmarestia anceps, Adenocyscis utricularis e Palmaria decipiens. Exemplares de Monostroma sp. e Gymnocarpus sp. apresentaram baixa distribuição. A espécie Himantothallus sp., considerada de águas mais profundas, foi encontrada apenas como alga arribada, sendo coletadas somente partes do talo. Com base nessas observações, podemos supor que exista uma diversidade macroalgal pouco conhecida e atualmente inacessível devido à difícil logística de coleta da região, sendo necessárias metodologias que proporcionem a coleta mais efetiva das macroalgas de infralitoral profundo. Além disso, podemos constatar que, na Península Antártica, existem regiões com condições ambientais específicas e que, por esse motivo, carecem de estudos ecológicos que venham esclarecer as relações entre os parâmetros físico-químicos da água e os padrões de distribuição das macroalgas locais.