Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

RESÍDUOS DA CANA-DE- AÇUCAR COMO FONTE DE NUTRIENTES PARA CULTIVO DE SCENEDESMUS OBLIQUUS.

Autores

MARIANA MACHADO ROCHA, KáSSIA BARROS FERREIRA, DIEGO ISMAEL ROCHA, ADRIANO NUNES-NESI, ANTôNIO PAULINO DA COSTA NETTO

Modalidade

Resumo

Área Temática

4 USO SUSTENTáVEL DE ALGAS E OUTROS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/78

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Scenedesmus obliquus, resíduos, cana-de-açucar, meio de cultura alternativo.

Resumo

Visando o estabelecimento de matrizes energéticas limpas e com boa rentabilidade, o Brasil tem investido nas últimas décadas na produção de etanol de cana-de-açucar. Juntamente ao aumento da produção de álcool houve um aumento nos resíduos da cultura da cana. O resíduo da cana é rico em nutrientes minerais e carbono orgânico. A palha da cana é utilizada na incorporação do solo como forma de adubação. Outros resíduos desta cadeia de produção, como a torta de filtro provinda da moagem da cana, ainda precisam de um destino ecologicamente correto. Assim, neste trabalho nós propusemos a utilização do resíduo da torta de filtro para a produção de meios de cultura para o cultivo de microalgas. As microalgas têm sido apontadas como matéria-prima para na produção de óleo para cadeia produtiva do biodiesel. A fim de observar o crescimento da microalga Scenedesmus obliquus foram utilizadas diferentes concentrações de extrato aquoso da torta de filtro. Assim, foram elaborados quatro meios de cultura: meio sintético BG11, meio sintético BG11+ 0,5 % de sacarose, extrato de torta de filtro a 25% e extrato de torta de filtro a 50 %. O cultivo foi realizado em sala de crescimento a 25 C ± 2, com fotoperíodo de 16:8 (luz:escuro), em mesa de agitação orbital a 110 rpm durante 10 dias. O crescimento celular nos tratamentos utilizando-se o resíduo de torta de filtro apresentaram maior número de células (1,7 e 4 vezes maior que o meio BG11 para tratamentos de 25 % e 50 %, respectivamente). Também foram analisados alguns parâmetros bioquímicos, sendo observado maior quantidade de clorofila a e b nas células cultivadas em meio sintético, sendo que naquele tratamento em que foi fornecido carbono orgânico (BG11+sacarose), houve maior concentração de clorofilas. Diferentemente, as cepas cultivadas no meio com 25 % de torta obtiveram maior concentração de proteínas do que o meio BG11. Já os compostos de reserva não diferiram entre os tratamentos, a não ser pelo tratamento BG11+sacarose que obteve as maiores concentrações de carboidratos (0,041 mg/cel*106) e lipídeos (0,15 mg/cel*106). Portanto, concluimos que a utilização do resíduo da cana-de-açucar pode ser uma alternativa viável ao uso de meios de cultura sintético, uma vez que nestes meios as cepas mostraram maior crescimento celular e mantiveram os compostos de reserva similares ao controle, podendo tais compostos de reserva serem destinados a produção de biocombustíveis. Tanto para biodiesel quanto para outros biocombustíveis de terceira geração.