Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

AVALIAçãO DA ADEQUAçãO PEDAGóGICA DO GUIA DIDáTICO DE ALGAS VERDES, PARDAS E VERMELHAS MARINHAS E ESTUARINAS DO SACO DE DOIS RIOS, PARQUE ESTADUAL DA ILHA GRANDE, ANGRA DOS REIS, RIO DE JANEIRO, BRASIL. RESULTADOS PRELIMINARES.

Autores

ALEXANDRE DE GUSMãO PEDRINI, PATRíCIA DOMINGOS, MARCELO MANZI MARINHO , GABRIEL IRENE PEREIRA GUARINO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/77

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Algas; Ciências Biológicas; guia didático; licenciatura; didática; aula prática

Resumo

As algas são parte do conteúdo programático de disciplinas desde o ensino fundamental até a pós-graduação. No Saco de Dois Rios (IG) a UERJ possui o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS) em que são ministradas disciplinas de graduação, pós-graduação e cursos à comunidade. A parte de campo do conteúdo de cianobactérias e algas da disciplina de Biodiversidade Vegetal I é oferecida aos alunos de licenciatura e bacharelado do 1º período do curso de Ciências Biológicas. O inventário da flora ficológica bentônica do local (oceânico) mostrou uma flora riquíssima com 180 táxons, demandando um guia didático de identificação. O guia foi formulado com 48 fotografias coloridas do aspecto geral das macroalgas mais comuns dos locais visitados pelos alunos, sendo 10 de ocrófitas, 11 clorófitas e 27 rodófitas. As fotografias foram formuladas por Antônio Carlos Freitas e Márcia Franco e a programação visual por Rodrigo Ashton. O guia foi impresso em placa de PVC, medindo 21 x 31 cm de tamanho. Para a avaliação da adequação do guia, por parte dos alunos usuários, foi aplicado um questionário semiaberto em diferentes turmas do ano de 2018, situações climáticas e de fluxos de maré. O guia foi usado desde o costão até o laboratório para identificação de talos menores, com auxílio de lupa. Ele foi aplicado para mais de 100 alunos, sendo que 89 entregaram o questionário. Os alunos respondentes são 80% do sexo feminino, 88% entre 18 e 22 anos, 56% bacharelandos e 44% licenciandos. Nenhum deles teve contato prévio com guia similar, nem dificuldade no uso da placa. Entretanto, 36% dos alunos apresentaram sugestões para melhoria do guia: a) Melhorar a nitidez das imagens (20%); b) Aumentar as imagens (16%). Dentre as críticas positivas estão: a) muito didático; b) Impermeável; c) Leve e de fácil manuseio; d) Portátil; e) Boa estratégia para visualização da biodiversidade vegetal. A crítica a ser adotada em nova versão do guia e que irá melhorá-lo é o tamanho das imagens, porém alguns gêneros terão que ser retirados. A impressão em PVC causa perda de nitidez, pois as fotografias têm qualidade para publicação. Esse guia taxonômico de macroalgas em PVC é original no Brasil e está apresentando saldo positivo como estratégia didática para o ensino de graduação em aulas práticas de campo do curso de Ciências Biológicas do campus Maracanã da UERJ. Poderá ser modelo para o ensino de algas em outros cursos no país.