Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

EDUCAçãO AMBIENTAL CRíTICO-FREIRIANA PELO ECOTURISMO MARINHO PARA A CONSERVAçãO DA FLORA BENTôNICA MARINHA NO BRASIL. UMA PROPOSTA.

Autores

ALEXANDRE DE GUSMãO PEDRINI

Modalidade

Resumo

Área Temática

4 USO SUSTENTáVEL DE ALGAS E OUTROS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/76

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Educação Ambiental; Ecoturismo Marinho; unidade de conservação; gestão ambiental; turismo; flora

Resumo

A biodiversidade planetária vem tendo garantida sua sobrevivência em unidades territoriais de proteção ambiental (UTPA). A preservação da flora bentônica nativa marinha (FBNM) no seu ambiente natural tem sido feita através de unidades territoriais de proteção integral (UTPI). A conservação da FBNM, porém, em unidades territoriais de conservação da natureza de utilização sustentável (UTCUS), pois há compatibilização com a presença humana. A literatura mostra que no Brasil (país megadiverso) ainda não se conseguiu desenvolver uma gestão pública adequada em todas as suas UTCUS marinhas, em face da falta de infraestrutura e pessoal. Nas UTPAs, empresários e caiçaras são atores sociais que podem realizar atividades socioambientalmente predatórias para a sobrevivência da FBNM. A Educação Ambiental Crítica (EAC) se insere, nesse contexto, com o objetivo principal de atuar como processo transformador de mudança e de emancipação política e financeira do indivíduo predador e sua coletividade. A EAC pode criar e viabilizar economicamente produtos de ecoturismo marinho de observação de comunidades biológicas de costão ou de recifes de coral ou de arenito por meio de trilhas marinhas em UTPIs ou UTCUSs onde essa atividade seja legalmente aceita. Táxons da FBNM de UTPIs ou UTCUSs selecionadas para se desenvolver o ecoturismo marinho (EM) deverão ser inventariados e fotografados. Alguns táxons serão importantes para a teia trófica local e outros terão valor estético e serão selecionados como atrativos ecoturísticos. Esses serão incluídos em placas submarinas fotográficas de biodiversidade. Em síntese, o projeto deverá abranger as seguintes macroatividades: a) Articular os atores sociais locais em uma teia; b) Redefinir o modo como a espécie humana se relaciona com as outras e o planeta; b) Estabelecer as teias tróficas locais; c) Problematizar o consumo de bens naturais costeiros e marinhos; d) Formular uma preleção crítica para diálogo problematizador com os usuários do produto nos pontos interpretativos ao longo da trilha marinha; e) Capacitar os caiçaras para serem condutores do produto e depois se agregarem em unidades coletivas como cooperativas; f) Precificar o produto; i) Denominar e registrar o produto e qualificá-lo apenas para os condutores que forem aprovados no curso oferecido pela universidade/empresa capacitada pela prefeitura; g) Inserir o produto na cadeia turística local e da capital. Um exemplo de viabilidade econômica no Brasil é o projeto ProMar desenvolvido na Área de Proteção Ambiental das Ilhas de Tinharé e Boipeba no Estado da Bahia. A Educação Ambiental Crítica pelo ecoturismo marinho contribui para a preservação/conservação da FBNM.