Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

RESGATE HISTóRICO DOS TIPOS NOMENCLATURAIS BRASILEIROS DE CHLOROPHYTA E PHAEPHYCEAE

Autores

MAYARA CAROLINE BARBOSA DOS SANTOS ROCHA, SONIA MARIA BARRETO PEREIRA, MUTUE TOYOTA FUJII

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/61

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Algas verdes, Algas pardas, Brasil , Material tipo

Resumo

A ficologia brasileira teve início em 1820 com a vinda dos pesquisadores estrangeiros em expedições científicas e viagens de circunavegação, tendo em vista o interesse europeu por conhecimento da fauna e flora do Novo Mundo, incluindo o Brasil. Boa parte dos estudos iniciais foi em forma de lista de espécies ou “check-list”. Foi assim até 1950, quando o pesquisador Aylthon Brandão Joly, da Universidade de São Paulo, iniciou suas pesquisas e formação de ficólogos brasileiros visando o conhecimento da flora marinha brasileira através da taxonomia clássica. Só mais tarde, abordagens de cunho biológico e fisiológico com espécies de interesse econômico foram iniciadas. Assim, em mais de cem anos de história, foram descritas muitas espécies tendo como a localidade-tipo o litoral brasileiro. Este estudo tem como objetivo principal resgatar e disponibilizar para o Brasil e para o mundo imagens e informações morfológicas e moleculares de holótipos (ou outros tipos) de macroalgas da costa brasileira. Serão realizadas analises morfológicas dos holótipos e coleta de novas amostras nas localidades-tipo ou arredores, para agregar uma etiqueta molecular aos espécimes-tipo para validação da identificação. Por fim, será confeccionado um banco de dados que será organizado em forma de pranchas contendo fotografias (aspecto geral e detalhe dos caracteres morfológicos mais relevantes) dos espécimes-tipo, diagnose, localidade-tipo, sigla do herbário onde se encontra depositado e uma etiqueta molecular associada. A partir do litoral brasileiro, dentre as macroalgas pertencentes a Chlorophya e Phaeophyceae, foram descritos 27 táxons, com 13 e 14 espécies, respectivamente, que serviram de tipos nomenclaturais, distribuídos em 10 herbários, sendo cinco brasileiros SPF (14), SP (1), HRJ (2), RB (2) e PEUFR (2) e cinco internacionais BH (1), LD (1), MEL (1), NY (1) e PC (2). Quanto à procedência dessas amostras são: Nordeste: RN (2), PE (5) e BA (7); Sudeste: ES (3), RJ (6) e SP (4) e Sul: PR (1), SC (1). Com esta pesquisa esperamos contribuir com o resgate virtual de patrimônio científico nacional e disponibilizar dados que caracterizem a autenticação de materiais-tipo de origem brasileira, as quais são imprescindíveis para identificação taxonômica e em estudos filogenéticos. Visa também ampliar o acesso às informações sobre a biodiversidade marinha brasileira e impulsionar as políticas públicas para a conservação destes organismos no país, permitindo seu uso sustentável. Financiamento: CNPq (303937/2015-7), (141923/2018-0), FAPESP (2016/50370-7).