Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO TURISMO SOBRE MORFOLOGIA CELULAR DE GRACILARIA CAUDATA J. AGARDH NO PARQUE ESTADUAL MARINHO DE AREIA VERMELHA, CABEDELO/PB.

Autores

DANIEL SILVA LULA LEITE, GEORGE EMMANUEL CAVALCANTI DE MIRANDA

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/3

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Morfologia celular; Parque estadual marinho de Areia Vermelha; Turismo; Gracilaria caudata

Resumo

A prática do turismo não ordenado compromete a qualidade ambiental dos recifes sendo necessário o planejamento turístico baseado em princípios de sustentabilidade. Única Unidade de Conservação paraibana exclusivamente marinha, o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha (PEMAV) recebe milhares de visitantes ao longo do ano. Ocorrendo ao longo do PEMAV, a espécie Gracilaria caudata tem reconhecida importância ecológica e econômica. O estudo avaliou o impacto do turismo sobre a morfologia celular em três regiões do talo de G. caudata: base, meio e ápice. Foram determinadas duas estações (Estações A e B) no PEMAV que se diferenciam pelos níveis de turismos recebidos. Para coleta de espécimes de G. caudata foi utilizado o método do círculo graduado desenvolvido por Máximo (2015). Os espécimes foram fixados em paraformaldeído 2,5% em tampão fosfato 0,1M, desidratadas, infiltradas com historessina e as secções transversais foram coradas com Azul de Toluidina (TB- O) 0,5%. Não foram observadas diferenças na estrutura morfológica celular entre os espécimes de G. caudata das estações A e B. As reações metacromáticas parecem indicar que há um gradual aumento da deposição de polissacarídeos ácidos na parede celular em regiões mais antigas do talo, porém esse fato ocorreu em ambas estações, parecendo estar relacionado com o comportamento fisiológico da espécie e não em resposta a impactos. Conclui-se que os impactos do turismo não são capazes de promover mudanças no metabolismo e morfologia celular da espécie.