Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

MAPEAMENTO DA DIVERSIDADE DE MACROALGAS NO ARQUIPéLAGO SHETLAND DO SUL E PENíNSULA ANTáRTICA

Autores

TIAGO RODRIGUES, BEATRIZ BRUNELLI, JONATAS M.C. SOUZA, CéSAR B. PASQUALETTI, BRUNA S. PACHECOBRUNA S. PACHECO, NAIR S. YOKOYA, YOCIE YONESHIGUE-VALENTIN, CLAUDIO M.P. PEREIRA, PIO COLEPICOLO, MUTUE TOYOTA FUJII

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/184

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

algas, Antártica, biodiversidade, distribuição

Resumo

As nossas pesquisas ficológicas no âmbito do Programa Antártico Brasileiro – PROANTAR iniciou-se de forma regular com o projeto “Biodiversidade, distribuição e histórico de vida de macroalgas e fungos algícolas associados ao monitoramento de indicadores abióticos, bioquímicos e microbiológicos na Península Antártica e arquipélagos adjacentes”, coordenado pelo Dr. Pio Colepicolo (IQ/USP), aprovado no Edital MCT/CNPq - Nº 23/2009. A Península Antártica, região de atuação do PROANTAR, é uma das zonas do planeta que tem se mostrado mais sensível às mudanças climáticas. Em vista disso, é imperativo que a diversidade de macroalgas seja melhor conhecida e sua localização mapeada para servir de base para o monitoramento da distribuição espacial das macroalgas em função das alterações climáticas futuras. A amostragem foi realizada com apoio do Programa Antártico Brasileiro e do Navio Polar Almirante Maximiano nos meses de verão (novembro a fevereiro) de 2010 a 2018. A área de estudo compreende o arquipélago Shteland do Sul, composto por 11 ilhas principais e algumas ilhas na porção norte da Península Antártica. As coletas foram feitas manualmente com auxílio de espátula e luvas, percorrendo a praia e costões das Ilhas durante as marés baixas. Após as coletas as algas foram triadas em laboratório, sendo acondicionadas em sacos plásticos, identificadas e congeladas para serem enviadas ao Brasil. Para o presente estudo utilizou-se os registros desse material congelado que se encontra disponível no Instituto de Botânica e listagem de espécies contidas em publicações resultantes do projeto. Foram identificados 111 táxons, sendo 25 algas verdes, 30 pardas e 56 vermelhas, provenientes de 30 pontos de coleta plotados no mapa. Os locais com maior diversidade de espécies foram a região da Baía do Almirantado, Ilha Rei George e Ilha Livingston, ambas com 62 espécies. As Ilhas Elefante, Deception e Nelson aparecem na sequência com cerca de 15-20 espécies cada. Rodofíceas foram dominantes na maioria dos locais e as ilhas mais ao Sul apresentaram menor diversidade de espécies, provavelmente decorrente da maior cobertura de gelo nessa latitude e de menor esforço amostral, quando comparadas às Ilhas Shetland do Sul. Apesar de difícil acesso, estudos nessas latitudes poderiam elucidar quais espécies seriam mais resistentes ao congelamento e também indicar os limites de ocorrência de macroalgas no continente Antártico. Paralelamente, está prevista também a investigação de compostos lipídicos, uma vez que a composição destas moléculas é extremamente sensível às mudanças climáticas e outros interferentes da localidade. Apoio financeiro: MCTI/CNPq, FAPESP, CAPES.