Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

PROALGA E A SOBERANIA NACIONAL: RELATO DE 10 ANOS DE ATIVIDADES

Autores

MAULORI CURIé CABRAL , JúLIO CéSAR DE ANDRADE NETO , DáRLIO INáCIO ALVESTEIXEIRA, VIRGINIA MARIA CAVALARI HENRIQUES, MáRJORY LIMA HOLANDA ARAúJO , IVANILSON DE SOUZA MAIA, HENRIQUE DE JESUS PACHECO

Modalidade

Resumo

Área Temática

4 USO SUSTENTáVEL DE ALGAS E OUTROS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/182

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Bioestimulante Vegetal; Tonificante animal; Extrato de Kappaphycus; Importacão Brasileira de Potássio

Resumo

As atividades do ProAlga-UFRJ foram iniciadas em 03 de maio de 2008, com o propósito de divulgar, por meio de apresentações, idéias e sugestões para transformar o Brasil num País auto-suficiente em produtos algáceos. Durante esses 10 anos já foram realizadas 223 apresentações destinadas a diferentes públicos, algumas delas sob a forma de oficinas.Todas as apresentações foram registradas em atas onde constam a identificação e a assinatura dos participantes. As propostas do ProAlga-UFRJ estão sendo expandidas, graças à participação de equipes da UFRN, UFC, UFERSA e agentes privados, com atividades que atendem ao publico em geral e também às comunidades acadêmicas, empresariais e de associações e/ou cooperativas envolvidas com os processos de pesquisas, produção e geração de renda, por meio do cultivo e processamento de macroalgas. Os trabalhos consistem em divulgar as vantagens da utilização das macroalgas, como fonte renovável de potássio e de bioestimulante, para uso agrícola e pecuário, bem como matéria prima para as industrias. É destacado ainda o fato das macroalgas serem os organismos fotossintetizantes mais eficientes do planeta, portanto, para fins de sequestro de gás carbônico, as macroalgas constituem a principal ferramenta da humanidade nas estratégias para reduzir as conseqüências planetárias do Efeito Estufa. No que tange à dependência do Potássio na atividade agrícola brasileira, é reconhecido pelo Ministério de Minas e Energia, em publicação oficial de 2009, que essa dependência era de 88% em 2006 e que em 2025 chegará a 95%, equivalente à importação de 8.259.775 de toneladas K2O. Entretanto, essa estimativa já foi ultrapassada pois, em 2016, foram importados 8.713.000 toneladas e em 2017, a importação atingiu a marca de 9.674.000 ton, com um custo de 2,394 bilhões de dólares. Considerando as três premissas apresentadas a seguir: (1- cada litro de extrato líquido de macroalgas contem 20 gramas de Potássio; 2- o cultivo de Kappaphycus alvarezii, em tanques, pode gerar 3000 toneladas de biomassa fresca/hectare/ano; 3- de cada tonelada dessa massa fresca fornece 800 litros de extrato.) é possível deduzir que cada hectare plantado com K. alvarezii pode disponibilizar 48 ton de Potássio e que, como perspectivas: 250.000 ha plantados com macroalgas podem fornecer 12 bilhões de toneladas de Potássio /ano. Esses dados servem ao firme propósito de consolidar a conscientização político-institucional de que o cultivo de K. alvarezii representa uma atividade estratégica para a soberania Nacional.