Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

AVALIAÇÃO DA BIOMASSA GERADA POR MACROALGAS DAS ESPÉCIES KAPPAPHYCUS ALVAREZII E GRACILARIA BIRDIAE NA COSTA SETENTRIONAL DO NORDESTE BRASILEIRO

Autores

IVANILSON DE SOUZA MAIA*; VIRGíNIA MARIA HENRIQUES CAVALARI; MALOURI CURIè CABRAL; LUCAS FERNANDES PEREIRA; MARIA DANIELLE CARVALHO DAMASCENO; FRANCISCA NILGLEANE F. COSTA; MARIA DALVANICE LIMA.

Modalidade

Resumo

Área Temática

2 CULTIVO DE ALGAS E SERVIçOS ECOSSISTêMICOS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/179

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Cultivo, macroalgas marinhas, biomassa, pesquisa, renda.

Resumo

Na natureza, a maior produtividade de biomassa/hectare/ano ocorre em ambiente aquático, fenômeno este exercido pelas macroalgas marinhas, por serem os organismos fotossintetizantes mais eficiente do planeta. De acordo com as cores dos pigmentos fotossintetizantes que apresentam, as macroalgas são classificadas como: verdes (Chlorophyta), marrons (Phaeophyta) e vermelhas (Rhodophyta). Como duas espécies de Rhodophytas são cultivadas em áreas específicas do litoral nordestino brasileiro, este trabalho teve como objetivo avaliar a produtividade de biomassa das Rhodophytas: Kappaphycus alvarezii e Gracilaria birdiae cultivadas, respectivamente, em Pitimbu/PB (7° 30’ S e 34° 47’ W), realizado por pescadores artesanais, e em Rio do Fogo/RN (5° 16’ S e 35° 23’ W), realizado por maricultoras artesanais. Para geração dos dados, foi analisado o cultivo das macroalgas, em balsas flutuantes de mesma dimensão, usando-se uma biomassa de 8 kg/módulo, como ramos sementes, de ambas as espécies, desconsiderando-se os fatores ambientais pertinentes aos dois locais de cultivo. No que tange à freqüência de colheita, observou-se que, a de K. alvarezii ocorre a cada trinta dias e a de G. birdiae demora o dobro do tempo. Após a colheita, a massa de rama fresca era pesada em balança eletrônica. Verificou-se que a biomassa de K. alvarezzi produzida foi de 45 kg/módulo/ciclo, enquanto a G. birdiae foi de 64 kg/módulo/ciclo. Desconsiderando os aspectos sócio-ambientais envolvidos, constatou-se que as K. alvarezzi, a cada dois meses gera 40% mais biomassa que a G. birdiae. Considerando que o cultivo de macroalgas marinha representa uma alternativa de incremento de renda para a população que reside na costa nordestina e nenhuma das espécies nativas testadas, até o momento, mostrou viabilidade de produção em escala comercial para a região, a espécie K. alvarezii apresenta-se como uma vantajosa alternativa para alicerçar a produção familiar de algas. Por isso, é fundamental a realização de pesquisas que avaliem, sob diversas perspectivas, a taxa de crescimento das macroalgas nas balsas, enfocando não só o rendimento, mas também, propagação a partir dos esporos, a ocorrência de doenças e contaminantes e o fenômeno da herbivoria. Porém, para alcançar esse novo patamar de pesquisa e aumento da produtividade econômica-social, as comunidades acadêmicas, empresariais e das associações precisam dispor de licenças ambientais que, face às naturais dificuldades dos tramites burocráticos, apresentam-se, provavelmente, como um dos fatores que mantém o desenvolvimento da algicultura no litoral nordestino ainda em estágio embrionário.