Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

MACROALGAS EPÍFITAS EM DIGENEA SIMPLEX (WULFEN) C. AGARDH, REGISTRADAS NA PRAIA DE GAÍBU - PERNAMBUCO

Autores

MATHEUS FELIPE DE SOUZA DIAS DA SILVA, LUCAS ALVES DE ANDRADE, PAULA REGINA FORTUNATO DO NASCIMENTO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/177

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Biodiversidade, Taxonomia, Pernambuco, Rhodophyta

Resumo

O gênero Digenea Agardh, C.A. está incluído no filo Rhodophyta, fazendo parte da ordem Ceramiales e da família Rhodomelaceae, foi descoberto no ano 1822 com a espécie Tipo Digenea simplex. É uma espécie que apresenta estrutura anatômica um talo ereto, espesso, cartilaginoso, dicotômico ou irregularmente ramificado e com tricoblasto decíduos próximos às pontas ou recoberto em todo talo. A presença dos tricoblasto favorece o aparecimento e a proliferação de algas epifitas, comportando facilmente os esporos de algas que conseguem facilmente se fixar nessas estruturas densas de pelos. O presente trabalho teve como objetivo analisar os táxons de macroalgas ocorrentes como epífitas no talo da espécie de Digenea simplex, ocorrentes na praia de Gaibú - Pernambuco. Foram realizadas coletas nos meses de março a junho/2016 e setembro a dezembro/2016). A coleta de material botânico foi feita no recife de arenito situado na região de mesolitoral, fazendo uma busca intensiva de forma aleatória no recife, nas marés baixas. As macroalgas foram retiradas do substrato com auxílio de espátulas para a retirada completa do talo, sendo posteriormente acondicionadas em potes plásticos e levado para o laboratório Geral da Faculdade Frassinetti do Recife. No Laboratório o material foi triado, fixado em formol a 4% e devidamente identificado, utilizando análises morfológicas externas e internas para confirmação da identificação, com auxílio microscópio óptico e literatura pertinente. Para a retirada das espécies epífitas, os talos de D. simplex foram raspados com lâminas de barbear tirando todas as algas do talo e acondicionadas em potes de tamanho menores para identificação. Foi registrado um total de 25 táxons de macroalgas epífitas, distribuídos em três filos Ochrophyta (1), Chlorophyta (4), tendo como mais representativo, o Rhodophyta (20). Foram identificadas um total de 10 Ordens e 14 famílias, tendo destaque para Ceramiales (14), Corallinales (2) e Cladophorales (2) as demais ordens apresentaram apenas uma espécie; Ceramiaceae (6), Rhodomelaceae (4), Wrangeliaceae (3) e Coralinaceae (2) foram as famílias mais representativas, enquanto as demais apresentaram apenas uma espécie cada. As espécies mais frequentes foram: Jania adhaerens, Jania rubens, Dohrniella antillarum, Erythrotrichia carnea, Griffithsia schousboei, Herposiphonia tenella e Heterosiphonia crispella. Foi constatado que de fato que a estrutura do talo de Digenea simplex se mostrou propicio para o crescimento de diversas espécies de macroalgas epífitas, criando-se um micro-habitat sobretudo para espécies de menor porte, portanto mais delicadas, e que não suportam um forte hidrodinamismo.