Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

LEVANTAMENTO DE FITOBENTOS DA PRAIA DE GAIBÚ - CABO DE SANTO AGOSTINHO - PERNAMBUCO

Autores

MATHEUS FELIPE DE SOUZA DIAS DA SILVA, LUCAS ALVES DE ANDRADE , PAULA REGINA FORTUNATO DO NASCIMENTO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/175

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

algas, Pernambuco, nordeste, biodiversidade

Resumo

Muitos Recifes constituem o principal substrato consolidado para a fixação das algas, e consequentemente, para uma fauna associada bastante diversificada, sendo então um ecossistema com fortes interações ecológicas. As macroalgas são importantes contribuintes para os sistemas costeiros por apresentarem alta produtividade primária, sobretudo na oxigenação do meio, absorção e transformação de nutrientes inorgânicos e na sustentação da cadeia alimentar. O presente estudo teve como objetivo realizar um levantamento sobre a composição do fitobentos marinho encontrados em recifes de arenito da praia de Gaibú – Pernambuco. Foram realizadas 8 coletas (março a junho/2016 e setembro a dezembro/2016) na praia de praia de Gaibú, município do Cabo de Santo Agostinho- PE. As coletas foram realizadas de forma aleatória através de busca intensiva ao longo do recife de arenito estudado, nas marés baixas. Utilizou-se espátula para retirada das algas do substrato, as quais foram armazenando em potes plásticos e levados para o Laboratório Geral da Faculdade Frassinetti do Recife. No laboratório as mesmas foram triadas e fixadas em solução de formol a 4%, armazenadas e devidamente identificadas. Para a identificação taxonômica foram utilizadas análises morfológicas de estruturas internas e externas, com auxilio microscópio óptico e literatura pertinente. A partir dos dados obtidos foi calculado a frequência de ocorrência, enquadrando as espécies em diferentes categorias. Um total de 96 táxons de macroalgas foram identificados e distribuído em três filos (Rhodophyta, Ochrophyta e Chlorophyta), 18 Ordens, 37 famílias e 69 gêneros. O filo mais representativo foi Rhodophyta (61), seguido de Chlorophyta (23) e Ochrophyta (12). As Ordens e Famílias com maiores números de espécies encontradas foram respectivamente: Ceramiales (27), Bryopsidales (12), Cladophorales (8), Gracilariales e Rhodymeniales (6), Halymeniales, Dictyotales e Corallinales (5) as demais ordens apresentaram abaixo de 4 espécies; Rhodomelaceae (11), Ceramiaceae (7), Caulerpaceae e Gracilariaceae (6), Dictyotaceae, Coralinaceae, Halymeniaceae, Wrangeliaceae (5), Cladophoraceae (4) enquanto as demais famílias apresentaram abaixo de 3 espécies. A análise da frequência relativa mostrou representantes predominantemente categorizados em táxons muito frequentes (60), seguido apenas por táxons esporádicos (17). As algas que ocorreram com maior frequência foram Dictyopteris delicatula, Padina gymnospora, Jania rubens, Antithamnion antillanum, Centroceras clavulatum, Ceramium sp.1, Gracilaria caudata, Gracilaria cervicornis, Bryopsis pennata, Bryopsis plumosa, Halimeda opuntia, Penicillus capitatus. O levantamento florístico realizado para esta região possibilitou um entendimento sobre a distribuição sazonal do fitobentos marinhos, contribuindo com informações sobre a diversidade de espécies para o litoral Pernambucano.