Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

PRODUTOS NATURAIS EXTRAíDOS DA CHLOROPHYTA CAULERPA CUPRESSOIDES VAR. FLABELLATA BøRGESEN

Autores

JORGE ANDERSON NASCIMENTO DOS SANTOS, RAMON IGOR DA SILVEIRA OLIVEIRA , ANA LUIZA FERNANDES BEZERRA, NATHALIA MOURA SILVA, LAIS SILVA DO VALE CORDEIRO, MARIANA SANTANA SANTOS PEREIRA DA COSTA, SARA LIMA CORDEIRO

Modalidade

Resumo

Área Temática

3 BIOTECNOLOGIA E INOVAçõES

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/172

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Macroalga marinha, Bioprospecção, Extratos

Resumo

As algas marinhas do litoral potiguar são representadas por uma extensa pluralidade de espécies, em torno de 73 espécies de algas; dentro das quais 42 pertencentes ao filo Rhodophyta, 22 ao filo Chlorophyta e 9 ao filo Phaeophyta. Esses organismos aquáticos desenvolveram mecanismos adaptativos que resultaram em estruturas metabólicas diversificadas. O metabolismo desses espécimes produz compostos químicos que auxiliam o desenvolvimento do mesmo, especialmente tipos de ficocolóides tais como o ágar, polissacarídeos (carragenana) e alginatos. Esses compostos bioativos despertam grande interesse da indústria farmacológica devido suas propriedades antioxidantes, anticoagulante, antitumorais, entre outras. Assim, o presente trabalho teve como objetivo determinar o teor de compostos fenólicos, entre eles flavonoides, extraídos da macroalga Chlorophyta Caulerpa cupressoides var. flabellata Børgesen (1907), coleta na praia da Ilha do Presidio do município de Guamaré/RN. O material biológico utilizado possui cor verde-clara e cresce frequentemente em recifes de maré baixa ou fundos arenosos sendo fixado por eixos rastejantes ao substrato; apresenta râmulos curto ou espinho lateral com ramos assimilares rígidos. Após a coleta, a alga foi lavada e seca à 50°C, em seguida foi triturada. Obteve-se extratos aquoso, etanólico, hidroetanólico e hidrometanólico após maceração do tecido algal por 1 hora sob agitação (proporção de 1:30 m/V). Em seguida, os extratos foram filtrados à vácuo e acondicionados em frasco protegido da luz à 2°C. A determinação de flavonoides totais utilizando cloreto de alumínio (AlCl3) ocorreu aplicando a espectroscopia e utilizando curva de calibração de quercetina, a leitura à 425nm. O rendimento dos extratos aquoso, etanólico, hidroetanólico e hidrometanólico foram, respectivamente, 19,57µg/µg, 106,23µg/µg, 22,33µg/µg, e 7,23µg/µg (µg de quercetina/µg de extrato). O alto rendimento na extração por etanol pode ser justificado pelo grupo funcional hidroxila presente tanto no flavonoide quanto no reagente, o que proporciona ligações de hidrogênio entre o reagente e o composto fenólico. O mesmo ocorre nos extratos hidroalcoólicos, entretanto o álcool presente liga-se tanto ao fenol quanto à água, o que explica o baixo rendimento em ambos. Percebe-se então que a alga é uma fonte de flavonoide de fácil obtenção, portanto, pode-se concluir que a extração de flavonoides utilizando etanol é muito eficiente levando em questão custo/benefício.