Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

DINâMICA TEMPORAL DA COMUNIDADE FITOPLâNCTONICA DO RIO DOS MATOS, ESTADO DO PIAUí-BRASIL

Autores

BIANCA GALENO MACHADO, GIOVANNA SANTOS DE SOUZA , WANESKA MARIA DE VASCONCELOS MEDEIROS , CARLOS ERNANDO DA SILVA , FABRíCIO MACHADO DOS SANTOS , ANA KAROLINE DA COSTA FERREIRA, RUCELINE PAIVA MELO LINS

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/170

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

COMUNIDADE FITOPLACTÔNICA. BIODIVERSIDADE. INDICADORES BIOLÓGICOS

Resumo

O presente trabalho avaliou temporalmente a estrutura e dinâmica da comunidade fitoplanctônica do rio dos Matos, localizado no estado do Piauí/Brasil. A coleta de água e material biológico foi realizada mensalmente de janeiro a março de 2015 (período chuvoso da região) e de agosto a outubro/2015 (período de estiagem). As variáveis abióticas analisadas foram: temperatura da água, pH, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e turbidez, obtidos in situ com auxílio de aparelhos portáteis. Sólidos totais, N-NH4, N-NO2, N-NO3, fósforo e fósforo reativo solúvel obtidos segundo APHA (2005). Para identificação fitoplanctônica o material foi coletado com rede de plâncton (malha 20µm) e a contagem seguiu Utermöhl (1958) e Margalef (1983). O rio apresentou águas quentes (˃32,6°C), bem oxigenadas (˃11,9mg.L-1), pH neutro e condutividade acima de 237,0µS.cm-1. Para turbidez, observou-se valores significativos para os três meses de estiagem 7,04NTU; 4,00NTU; 5,3NTU. Os sólidos totais registrou-se valor de 700mg.L-1 em agosto/estiagem. Os nutrientes apresentaram valores de N-NH4 significativos somente nos períodos de chuva acima de 280,0µg.L-1,mínimo de 10,00µg.L-1 em agosto/estiagem. Já N-NO2 estiveram abaixo do nível de detecção do método adotado nos três meses de estiagem. Registrou-se máxima de 122,9µg.L-1 no mês de janeiro/estiagem e mínima 6,00µg.L-1 em fevereiro/chuvoso para nutriente N-NO3. Para o fósforo total, o valor mínimo registrado no período seco, de 7.00µg.L-1 em agosto e 8,00µg.L-1 outubro. O fósforo reativo solúvel apresentou valores mínimos no mês de fevereiro/chuvoso e agosto/estiagem de 0,00µg.L-1. A comunidade fitoplanctônica foi representada por 46 táxons, distribuídos nas classes Chlorophyceae (27 táxons), Zygnematophyceae (8 táxons), Bacillariophyceae (2 táxons), Cyanophyceae (3 táxons), Euglenophyceae (4 táxons), Dinophyceae (1 táxons) e Xantophyceae (1 táxons). A classe que mais contribuiu para riqueza específica foi Chlorophyceae, sendo quatros espécies dominantes Scenedesmus incrassatulus e Chodatella chodatii no período chuvoso e Coelastrum reticulatum e Chlorella vulgaris no período de estiagem. Os valores de densidade variaram entre 9,928,5ind.mL-1, em fevereiro/chuvoso, representada por Desmodesmus itascaensis (Chlorophyceae) à 1,368,0ind.mL-1 no mês de setembro/estiagem representada por Fragillaria sp. (Chlorophyceae). As cianobactérias não tiveram tanta representatividade ao longo desses meses com densidades não superiores a 1.735. 0ind.mL-1 (<3,0% da densidade total). O rio dos Matos apresentou levemente uma variação estrutural da comunidade fitoplanctônica no período de estiagem em comparação ao período chuvoso, porém refletindo registros de alta diversidade de espécies e baixas densidades, inclusive de cianobactérias potencialmente toxigênicas e de outras espécies indicadoras de poluição. Agradecimento: Ao Laboratório de Saneamento Básico (UFPI), coordenado pelo professor Carlos Ernando da Silva.