Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

PERFIL SOCIOECONôMICO DOS PRODUTORES DE GRACILARIA GREVILLE (RHODOPHYTA) DO RIO GRANDE DO NORTE

Autores

ÊMILLE NATANE DE ARAúJO BARBOSA, DáRLIO INáCIO ALVES TEIXEIRA, GEORGE EMMANUEL CAVALCANTI DE MIRANDA

Modalidade

Resumo

Área Temática

4 USO SUSTENTáVEL DE ALGAS E OUTROS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/166

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Perfil socioeconômico; Gracilaria; Rio Grande do Norte

Resumo

A explotação da macroalga Gracilaria Greville (Rhodophyta) no Brasil começou na década de 60, entretanto esta ação tem causado uma diminuição do estoque natural destas algas. O cultivo de algas tem sido estimulado como uma alternativa ao extrativismo nos bancos naturais, além de ser uma possibilidade de geração de renda, redução do êxodo, do desemprego, da desagregação familiar e a valorização do papel feminino na geração de renda e na participação da organização comunitária. Há no Rio Grande do Norte (RN) duas associações que cultivam Gracilaria birdiae, a Associação de Maricultura e Beneficiamento de Algas de Pitangui (município Extremoz) e a Associação de Maricultoras de Rio do Fogo (município Rio do Fogo). Este estudo objetivou identificar o perfil socioeconômico dos produtores de G. birdiae do RN, para isso foram realizadas entrevistas estruturadas com 15 produtores em cada associação. Foi observado que a maioria dos produtores de macroalgas do RN são do gênero feminino (82,8%), 37,9% têm o ensino médio completo e idade entre 20 e 66 anos, com média de 40,3 (±13,6) anos, apenas 3,4% dos cultivadores tem mais de 60 anos, ou seja, a maioria está na faixa etária potencialmente ativa. Cerca de 82,8% dos algueiros do RN estão casados ou em união estável e tem até oito filhos, com média de 2,7 (±1,9) filhos. Foi possível observar que a média do número de dependentes (3,3±2,8) e do número de pessoas que residem na mesma casa que os produtores (4,1±1,8) é superior à média do número de filhos. Ou seja, mesmo depois que os filhos casam e se tornam pais, permanecem morando e dependendo da renda dos produtores. Aproximadamente 58,6% afirmaram que a renda familiar era de até três salários mínimos e todos afirmaram que a renda não era derivada das atividades do cultivo, mas do comércio, pesca, artesanato e benefícios sociais. A maioria (44,8%) relatou que realizam atividades nos cultivos há cerca de 10 anos, entretanto a maioria (51,7%) afirmou que já praticavam o extrativismo, alguns o fazia desde criança, acompanhando os pais. Cerca de 41,4% não realizavam nenhuma atividade com retorno econômico. É possível afirmar que apesar de não ser a principal fonte de renda, a atividade do cultivo contribui positivamente no incremento da renda familiar, na independência financeira e valorização do trabalho feminino, visto que a atividade do cultivo é desenvolvida majoritariamente pelas mulheres.