Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

DISTRIBUIçãO DE LAMINARIA ABYSSALIS NOS FUNDOS CARBONáTICOS DA PLATAFORMA CONTINENTAL DO ATLâNTICO SUDOESTE

Autores

JEAN LOUIS VALENTIN, YOCIE YONESHIGUE-VALENTIN, MARIA PATRICIA CURBELO-FERNANDEZ*

Modalidade

Resumo

Área Temática

4 USO SUSTENTáVEL DE ALGAS E OUTROS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/158

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Laminaria abyssalis, Atlântico Sudoeste, fundos carbonáticos, temperatura, batimetria

Resumo

A distribuição do gênero Laminaria está restrita a altas latitudes do hemisfério norte. No Atlântico Sul, existem populações nas regiões de ressurgência da costa africana [L. sinclairii (Harvey ex J.D.Hooker & Harvey) Farlow, Anderson & Eaton] e na plataforma continental brasileira (L. abyssalis Joly & Oliveira Filho), esta última associada à presença da Água Central do Atlântico Sul (ACAS), e a substratos duros carbonáticos. Levantamentos realizados durante as últimas décadas aumentaram de forma expressiva o número de registros para a região, e estes junto com publicações dos últimos 50 anos, resultaram num retrato detalhado da distribuição latitudinal e batimétrica. A distribuição da espécie é fortemente regida pela temperatura e pela batimetria: as ocorrências mais rasas para as Bacias de Campos e do Espirito Santo (desconsiderando fragmentos soltos), foram a 20 m, enquanto que as mais profundas foram a 130 m de profundidade. Embora a plataforma continental brasileira seja uma região de grande representatividade de sedimentos carbonáticos (e.g. algas calcárias), no sul da Bacia de Campos, areias e lamas são frequentes. A ocorrência de L. abyssalis entre 20 e 100 m está associada provavelmente a pequenos agregados de rodolitos e não a bancos propriamente ditos. A avaliação da temperatura da água de fundo para as duas bacias aponta os menores valores durante o verão em todas as faixas batimétricas, coincidente com o período de maior frequência de ocorrência da Água Central do Atlântico Sul. Este fenômeno é mais evidente na Bacia de Campos, onde a temperatura a 100 m não supera os 16 °C. Em termos latitudinais, a distribuição está sob influência de efluentes de grande porte (Rio Paraíba do Sul e Rio Doce), e pela presença de plumas de temperatura mais elevada frente a Vitória, com origem no Banco de Abrolhos. Por último, os diferentes esforços amostrais e os diferentes amostradores utilizados, podem influenciar na distribuição dos registros. O presente trabalho é de grande relevância pela extensão que este ambiente possui, e pela importância ecológica e econômica da espécie endêmica L. abyssalis em um ambiente marinho de transição. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001 (*MPCF Bolsista de Doutorado do PPGE- UFRJ); Agradecimento: Cenpes-Petrobras.