Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

DIATOMÁCEAS PERIFÍTICAS COMO POTENCIAIS INDICADORAS DA QUALIDADE DE ÁGUA EM UM IGARAPÉ URBANO AMAZÔNICO

Autores

REGIANE GABRIELE ROCHA VIDAL, LUÍS GUSTAVO DE CASTRO CANANI, SÉRGIO DE MELO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/154

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

amostrador artificial, Bacillariophyta, bioindicação, perifíton

Resumo

O município de Santarém é cortado por um grande número de igarapés, os quais vêm sofrendo processos de alteração e degradação de origem humana, causando a perda da qualidade ambiental, e entre eles está o igarapé do Urumari. Para a avaliação da qualidade das águas doces podem ser utilizados parâmetros físico-químicos, organismos bioindicadores ou ambos. Entre esses organismos, as diatomáceas perifíticas têm se destacado em vários países em programas de biomonitoramento, mas no Brasil essas iniciativas estão restritas à região sul. Embora tenham havido avanços no conhecimento da diversidade das diatomáceas na região amazônica nos últimos anos, são inexistentes estudos sobre esses organismos em ambientes lóticos já impactados por atividades humanas na região do baixo Amazonas. Estudos que busquem o desenvolvimento de um índice biológico de qualidade de água (IBQA) são inexistentes para rios na região Norte do Brasil. O primeiro passo para a construção de um IBQA é o levantamento florístico de espécies e a seleção daquelas com valor indicativo. O objetivo desse estudo é identificar táxons com potencial valor indicativo da qualidade da água, na microbacia do Urumari, um igarapé urbano localizado no município de Santarém. Até agora, foram realizadas duas coletas, em fevereiro e maio de 2018, em quatro estações amostrais. Cada amostra foi obtida a partir da raspagem do perifíton aderido a amostradores artificiais de acrílico, submersos por 30 dias. Para determinar as abundâncias relativas dos táxons encontrados, foram contadas no mínimo 400 valvas com eficiência mínima de 85%. Ao todo, 21 táxons ocorreram com abundância acima de 5% nas amostras. Destes, seis exclusivamente na estação E3 (Navicula sp, Nitzschia chungara, Nitzschia ignorata, Nitzschia palea, Nitzschia sp1 e Sellaphora pupula), em contraste com doze táxons que não ocorreram nesta estação (Eolimna sp1, Eunotia botuliformis, E. parasiolli, E. naegelli, E. intermedia, E.sp1, E.sp2, E.sp3, E.sp4, Frustulia quadrisinuata, F. saxonica e Luticola denisiae). A elevada abundância de espécies pertencentes ao gênero Nitzschia, em E3, pode indicar deterioração das condições da água nesse ponto, já que o referido gênero é associado a ambientes eutrofizados, ao passo que Eunotia e Frustulia costumam ocorrer em águas que apresentam melhores condições. Diadesmis sp1 foi abundante em todas as estações de coleta, exclusivamente no período de maio. Embora em estágio inicial, o estudo demonstra o potencial uso das espécies de diatomáceas perifíticas em igarapés amazônicos na bioindicação e monitoramento desses ambientes, colaborando para a compreensão dos impactos causados pela urbanização.