Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

BIORREMEDIAçãO E CARACTERIZAçãO METABóLICA DA MICROALGA DICTYOSPHAERIUM PULCHELLUM EM EFLUENTE DE OREOCHROMIS NILOTICUS

Autores

LIANGE RECK, DANILO CAVALCANTE DA SILVA, HUDSON MAIA DAMASCENO, RAQUEL GUIDETTI VENDRUSCOLO, ROGER WAGNER, KELMA MARIA DOS SANTOS PIRES CAVALCANTI, CARLUCIO ROBERTO ALVES

Modalidade

Resumo

Área Temática

2 CULTIVO DE ALGAS E SERVIçOS ECOSSISTêMICOS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/147

ISSN

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Palavras-Chave

Tratamento de efluente, biomassa, lipídios, ácidos graxos.

Resumo

As microalgas são fonte de compostos, cujos principais metabólitos secundários incluem polissacarídeos, lipídios, proteínas e pigmentos com diferentes propriedades biológicas o que incita o cultivo das mesmas para desenvolvimento de produtos através da biotecnologia. De fato, nos últimos anos, indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia expandiram seu mercado e competitividade para produção de bioprodutos a partir de microalgas. Nesse sentindo, o objetivo deste trabalho é determinar a remoção dos nutrientes nitrato, fosfato e amônia de efluente de piscicultura através da microalga Dictyosphaerium pulchellum e quantificar lipídios e ácidos graxos da mesma. Os experimentos foram realizados no cepário do laboratório de Planctologia no Centro de Biotecnologia Aplicada à Aquicultura da Universidade Federal do Ceará. Os experimentos foram realizados em triplicata com efluente de Oreochromis niloticus, popularmente conhecida como Tilápia-do-Nilo, mantidos em fotoperíodo 24h/0h luz/escuro promovida por duas lâmpadas fluorescentes do tipo “luz do dia”, temperatura 25±0,5 °C e pH entre 6 e 8. Os compostos apolares foram derivatizados por catálise ácida e a caracterização da biomassa da microalga foi através da concentração de ácidos graxos (AG) saturados e compostos de cadeia curta e média por cromatógrafo a gás equipado com detector de ionização em chama (GC-FID). D. pulchellum demonstrou crescimento em efluente de tilápia para produção de biomassa, promovendo a biorremediação de 100% de NO3- e NH3, e 74% de PO4-3. D. pulchellum apresentou 7,2% de lipídios e os padrões de ácidos graxo foram ácido undecanoico (C11:0), ácido cáprico (C12:0), ácido tetradecanoico (C14:0), ácido pentadecanoico (C15:0), ácido palmídico (C16:0), ácido palmitoléico (C16:1), ácido heptadecanoico (C17:0), ácido heptadecenóico (C17:1), ácido esteárico (C18:0), ácido Oléico (C18:1n9c), ácido linoleico (C18:2n6c), ácido γ-linolênico (C18:3n6), ácido α-linolênico (C18:3n3), ácido eicosanóico (C20:0), ácido gadoleico (C20:1) e ácido docosahexaenóico (C22:6n3). A microalga em estudo pode ser uma alternativa para suplementação de peixes, pois 46,3% do percentual é rica em ômega 3, 6 e 9. Logo, é uma espécie que apresenta ácidos gordos poli-insaturados (PUFAS), nutrientes essenciais da dieta de tecidos destes animais, devido a capacidade limitada de insaturação dos tecidos. Além do mais, D. pulchellum é uma microalga pouco conhecida para fins biotecnológicos o que impulsiona estudos desta espécie e o potencial de seus compostos metabólitos secundários.