Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

MARICULTURA DE MACROALGAS: POTENCIAL SOCIOAMBIENTAL E ECONÔMICO SOLIDÁRIO NA COMUNIDADE DE PITANGUI, EXTREMOZ – RN

Autores

LUCAS FERNANDES PEREIRA, EMíLIA N. V. DE SOUZA, CLARICE GOMES DE MEDEIROS MAIA, JANDERSON FERREIRA DA SILVA, IRIS RAVENA MAURICIO VIRGINIO, SILVIA CAMILA DE ALMEIDA SILVA, DáRLIO INáCIO ALVES TEIXEIRA

Modalidade

Resumo

Área Temática

2 CULTIVO DE ALGAS E SERVIçOS ECOSSISTêMICOS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/141

ISSN

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Palavras-Chave

Economia Solidária, Maricultura de Macroalgas, Gracilaria birdiae.

Resumo

A economia solidária se apresenta como uma alternativa ao modelo socioeconômico hegemônico, buscando mostrar caminhos e formas de geração de trabalho e renda, com atuações fundamentadas nas categorias trabalho, educação popular e desenvolvimento sustentável. Assim, possibilitando à classe trabalhadora uma perspectiva de vida a partir do coletivo, vislumbrando uma transformação social. Nesse sentido, a Associação de Maricultura e Beneficiamento de Algas de Pitangui/RN (AMBAP) se coloca como um contra ponto ao modelo de produção que visa apenas o produto mercadológico direto, e vem construindo ao longo dos anos o protagonismo das mulheres na busca de trabalho e renda e inserção na comunidade, a partir do cultivo, produção de alimentos e cosméticos artesanais enriquecidos com algas marinhas. Considerando que o litoral nordestino tem um grande potencial para o cultivo da Gracilaria birdiae, algumas comunidades tradicionais atuam no cultivo dessas macroalgas para melhorar a renda familiar, desta forma resulta-se em um efeito simbiótico devido esta atividade contribuir para a manutenção dos bancos naturais que sofreram extração predatória nas últimas décadas, proporcionando um dano ambiental visível, considerando algumas espécies de macroalgas, em algumas localidades da região costeiro marinha do nordeste do Brasil, considerando também que a produção desses organismos tem impacto sobre a comunidade marinha, como crustáceos em seu estágio juvenil que se abrigam e consomem as macroalgas. Algumas associações de comunidades costeiras tradicionais trabalham com o cultivo de G. birdiae em sistemas de balsas flutuantes ou “long-lines”. A AMBAP realiza o cultivo em balsas flutuantes, que consiste em balsas estruturadas com canos, redes tubulares específicas para cultivo de macroalgas e cordas para sustentação da da estrutura, estas balsas são ancoradas com blocos de concreto com peso calculado e dimensionado para o tamanho implementado. No presente trabalho, além de realizarmos uma atividade socioeconômica solidária, avaliamos o desempenho da taxa de crescimento em cultivo no intervalo de tempo de 45 dias, onde obtivemos resultados satisfatórios com o crescimento médio de 8,1% ao dia, visando o desenvolvimento sustentável da comunidade local, as estruturas de produção e a sede da associação localiza-se na zona costeira da praia de Pitangui, Extremoz/RN, a experiência em andamento tem mostrado resultados promissores, como por exemplo, a conquista do prêmio do Consulado da Mulher, recebido pela AMBAP recentemente, este e outros exemplos, tem mostrado uma repercussão a nível nacional para a maricultura de macroalgas no nordeste brasileiro.