Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

ESTRUTURA DA COMUNIDADE FITOPLANCTÔNICA EM UM ESTUÁRIO DE CUNHA SALINA, DELTA DO PARNAÍBA, NORDESTE DO BRASIL

Autores

AMANDA LORENA LIMA OLIVEIRA, LISANA FURTADO CAVALCANTI, TAIZA SANTOS PIMENTEL, QUEYDIANE SILVA DA CRUZ, CYBELLE CRISTINA SILVA MACIEL, ANA KAROLINE DUARTE DOS SANTOS Sá, MARCO VALéRIO JANSEN CUTRIM

Modalidade

Resumo

Área Temática

2 CULTIVO DE ALGAS E SERVIçOS ECOSSISTêMICOS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/137

ISSN

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Palavras-Chave

Fitoplâncton; Chlorophyta; Estuário; Cunha salina; Salinidade.

Resumo

A comunidade fitoplanctônica apresenta uma diversidade de formas e adaptações, sendo capaz de responder rapidamente às alterações no ambiente aquático, tornando-se sensíveis sensores ambientais. Este trabalho objetivou analisar o cenário atual da comunidade fitoplanctônica no estuário do rio Parnaíba, que apresenta grande importância econômica-social e ambiental para o nordeste do Brasil, enquadrado como Área de Proteção Ambiental. Para o estudo, delimitou-se três pontos amostrais ao longo do estuário, durante o período chuvoso (abril/2017) no ciclo de maré enchente. Quanto à análise da densidade fitoplanctônica, foram coletadas amostras de água (garrafa de van Dorn) na sub-superfície e meio da coluna d’água. A identificação e enquadramento taxonômico foram realizados por meio de literatura especializada e a contagem de células seguiu o método de Utermöhl. A comunidade esteve representada por 63 táxons, distribuídos em Chlorophyta (20), Bacillariophyta (15), Cianobacteria (10), Charophyta (10), Euglenophyta (5) e Dynophyta (3). As clorofíceas foi o grupo mais representativo (31,75%), onde sua dominância evidencia um ambiente sobre forte influência do aporte de água continental. A ocorrência das diatomáceas como o segundo grupo mais representativo (23,81%) confere-lhes características de indicador da mistura entre os fluxos marinhos-fluviais. As cianobactérias contribuíram com 15,87%, podendo interferir na eutrofização do estuário. Espacialmente, as maiores densidades de diatomáceas (147,90 x 104 céls.L-1), clorofíceas (15,51 x 104 céls.L-1) e cianobactérias (12,19 x 104 céls.L-1) foram registradas no ponto 3 com maior influência continental (salinidade < 1 g.Kg-1), enquanto que as menores densidades fitoplanctônicas (< 3,0 x 103 céls.L-1) ocorreram no ponto 1 sobre maior influência marinha (salinidade > 15 g.Kg-1). A frequência de ocorrência das espécies classificou 46,03% das espécies como esporádicas, e as demais espécies como muito frequentes (33,33%), pouco frequentes (12,70%) e frequentes (7,94%). As diatomáceas Aulacoseira granulata (46,27 x 104 céls.L-1) e Cyclotella meneghiniana (157,4 x 104 céls.L-1) destacaram-se como espécies muito frequentes, podendo ser consideradas espécies-chaves (bioindicadoras) com 100% de ocorrência. As clorofíceas Desmodesmus armatus (4,28 x 104 céls.L-1) e Oocystis borgeii (3,59 x 104 céls.L-1) e as cianobactérias Aphanocapsa annulata (12,31 x 104 céls.L-1) e Raphidiopsis sp. (6,46 x 104 céls.L-1) foram as mais frequentes. A partir desse estudo, foi possível caracterizar a comunidade fitoplanctônica e sua distribuição ao longo do estuário Rio Parnaíba, onde a composição do fitoplâncton é fortemente influenciada pela hidrodinâmica complexa de um estuário estratificado do tipo cunha salina e pelas flutuações das variáveis ambientais, tais como salinidade e dinâmica de marés.