Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

CO-CULTIVO DE CIANOBACTéRIAS E MICROALGAS: AUMENTANDO A PRODUTIVIDADE DE BIOMASSA, O TEOR DE LIPíDIOS E A QUALIDADE DO BIOCOMBUSTíVEL

Autores

RAQUEL DA SILVA CORDEIRO, SéRGIA MARIA STARLING MAGALHãES, VâNYA M. D. PASA, FRANCISCO ANTôNIO RODRIGUES BARBOSA

Modalidade

Resumo

Área Temática

2 CULTIVO DE ALGAS E SERVIçOS ECOSSISTêMICOS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/130

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Co-cultivo, Microcystis,produtividade lipídica, perfil de ácidos graxos e qualidade do biocombustível.

Resumo

Em condições de co-cultivo, a quantidade e o tipo de micro-organismos são todos definidos antes da inoculação. Dentro desse sistema duas ou mais populações diferentes são cultivadas em sincronia dentro do mesmo meio de cultura. O uso da estratégia de co-cultivo pode dar maior estabilidade aos micro-organismos envolvidos, pode auxilar no compartilhamento mutuo das atividades metabólicas complementares e também estimular a síntese de outros metabólitos secundários de interesse. Diante disso, o objetivo deste estudo foi investigar o uso de estratégias de co-cultura entre Microcystis (M. panniformis, M. viridis, M. aeruginosa, M. novacekii e M. protocystis) e as duas microalgas (Kirchneriella obesa e Chlorella vulgaris). Cada espécie foi cultivada separadamente até o início da fase exponencial visando a obtenção dos valores iniciais de inoculação. Foram realizados dois tratamentos: o primeiro, as espécies foram cultivas em monocultivo, enquanto, no segundo tratamento, as espécies foram cultivas em co-cultivo. Os dois tratamentos de cultivo foram incubados a 20 ± 2 ° C em frascos de 250 mL contendo 150 mL do meio ASM-1 sob iluminação contínua com lâmpadas fluorescentes brancas frias (32 µmol.m-2.s-1) e agitação orbital por 15 dias. Foram avaliados biomassa seca, taxa de crescimento específico, produtividade de biomassa, conteúdo lipídico e composição de ácidos graxos. Os co-cultivos produziram rendimentos de produtividade mais elevados do que os registrados nos monocultivos. O conteúdo lipídico foi maior quando Microcystis e microalgas (23-47,6%) foram cultivas em conjunto do que quando cultivadas isoladas (14,3-42,9%). Os perfis de ácidos graxos das Microcystis e K. obesa em mono-cultivo e nos co-cultivos na ausência das microalgas foram semelhantes. O perfil de ácidos graxos continham uma predominância de ácidos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados, respectivamente. No entanto, os ácidos graxos monoinsaturados foram predominantes nos cultivos contendo as microalgas. O óleo obtido da maioria das cianobactérias e microalgas em mono e co-cultivo continha propriedades suficientes para a produção de biodiesel de acordo com as equações empíricas estimadas. Ainda, a presença das microalgas nos co-cultivos melhorou a composição de ácidos graxos nos tratamentos com as cianobactérias. No entanto, é necessário realizar todos os testes necessários para comprovar a qualidade do biodiesel de acordo com os padrões nacionais estabelecidos. Finalmente, o uso da estratégia de co-cultivo entre Microcystis e microalgas mostrou-se uma estratégia adequada para a produção de biodiesel.