Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

TAXONOMIA E MORFOANATOMIA DE LOBOPHORA VARIEGATA DA PRAIA DO COQUEIRO – PI

Autores

ANNE DAYANE DA SILVA, GESRAEL SILVA LIMA , ANA PAULA ALVES DA MATA, LEILA M. L. SANTOS, IRON JONHSON DE ARAUJO VERAS, MARIA GARDENIA SOUSA BATISTA

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/126

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Taxonomia, praia do Coqueiro, algas pardas, morfoanatomia.

Resumo

As algas pardas (Phaeophyceae) fazem parte do Filo Heterokontophyta, que constitui uma linhagem antiga dos eucariontes, originada entre 150 a 200 milhões de anos atrás, representados por mais de 1.500 espécies e distribuídas em 11 ordens. Estudos sobre algas pardas no Brasil tiveram inicio a partir do século XIX, onde foram publicadas as primeiras referencias de algas pardas para o Brasil, feitas por pesquisadores estrangeiros, durante as viagens de circunavegações e expedições científicas. Na sua grande maioria eram checklist ou algumas pequenas descrições. No nordeste do Brasil, especialmente o estudo de algas pardas, teve na década de 70 aspectos mais detalhados, com uma metodologia de campo, descrições, comentários ecológicos, ilustrações dos táxons e abordagens sobre distribuição tendo inicio o inventário de macroalgas do nordeste brasileiro. Nos anos 80 continuaram a serem produzidos importantes trabalhos taxonômicos, destacando-se os de infralitoral. Em 90 merece destaque os trabalhos de revisão bibliográfica sobre estudos taxonômicos da ordem Dictyotales no litoral brasileiro. Ainda no século XX a maioria das informações sobre essa ordem está restrita a região entre marés, com exceção do Programa REVIZEE, que realizou o estudo dos macrobentos na Plataforma Continental do Nordeste abrangendo o estado do Piauí ao Estado da Bahia, além da Cadeia Norte do Brasil e de Fernando de Noronha. No século XXI, o cenário de estudos das algas pardas tem aumentado, devido a sua diversidade e grande biomassa presente em ecossistemas costeiros marinhos. Estudos de dados moleculares e morfológicos, hoje apresentam importante contribuição à interpretação da história evolutiva do grupo. A análise de compostos químicos e metabólicos secundários dessas algas tem merecido destaque em função dos florotaninos e terpenoides, e sua função em impedir a pastagem por herbívoros, além de sua importância na absorção de radiação ultravioleta e como componente das paredes celulares. A ordem Dictyotales, com 18 gêneros e 239 espécies, é a terceira mais diversificada das algas pardas. Apresenta ampla ocorrência em mares tropicais e subtropicais, no entanto, alguns são encontrados em águas temperadas. Ao longo da faixa litorânea brasileira são conhecidos 30 representantes, distribuídos do Maranhão ao Rio Grande do Sul, incluindo Atol das Rocas, Trindade e Arquipélago de Fernando de Noronha. Para a costa nordestina, as Dictyotales, representam o grupo com maior biomassa. Inclui-se a esse grupo a Lobophora variegata. Neste trabalho são apresentados estudos dos aspectos taxonômicos e morfoanatômicos de Lobophora variegata coletadas na praia do Coqueiro, Piauí.