Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

DISTRIBUIçãO DE MACROALGAS EM MANGUEZAIS: COMPARAçãO ENTRE OS ESTUáRIOS DO RIO MAMANGUAPE E PARAíBA

Autores

ISIS EMANUELLE DIAS MARTINS, GEORGE EMMANUEL CAVALCANTI DE MIRANDA, GABRIEL PONCIANO DE MIRANDA, PABLO RIUL

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/124

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Bostrychietum, Manguezal, Urbanização

Resumo

Macroalgas marinhas associadas aos ecossistemas de manguezal constituem o uma importante associação denominada “Bostrychietum”, que possuem grande importância realizando serviços ambientais diversos Este trabalho teve como objetivo analisar a estrutura, composição e a distribuição espaço temporal das comunidades de macroalgas do “Bostrychietum” comparando dois estuários no estado da Paraíba (Estuário do Rio Mamanguape e Estuário do rio Paraíba) avaliando o potencial bioindicador do Bostrychietum. Foram realizadas coletas em 6 diferentes períodos, em cada estuário, distribuídas em 5 estações de coleta por estuário. Em cada estação de coleta foram lançados aleatoriamente 15 quadrados, de 20cm2 (n=15), no interior dos mesmos todas as algas foram coletadas. Após isto as amostras foram triadas, secas em estufa e pesadas em balança de precisão. Foram encontrados 9 UTO´s (unidades taxonômica organizada), o gênero mais frequente foi Bostrychia, a composição foi semelhante entre os estuários, com exceção de Bostrychia binderi que não ocorreu no rio Paraíba. O estuário do rio Paraíba apresentou uma frequência maior de Cianobactérias e uma biomassa significativamente maior de Ulva sp., a maior presença e biomassa dessas algas pode estar relacionado a poluição. Observou-se também que a riqueza a biomassa e abundancia não apresentaram diferenças significativas quando comparado o Bostrichuietum dos estuários que também não apresentaram diferenças temporais. Internamente os estuários apresentaram diferenças significativas na variação espacial. As mesmas analises realizadas com espécies indicadoras de poluição Ulva e Cianobactérias, demonstrou diferenças significativas entre os estuários. Desta maneira conclui-se que o estuário do rio Paraíba apresenta graves indícios de poluição principalmente quando comparado ao estuário do rio Mamanguape. Observa-se ainda, que a assembleia do Bostrychietum não constitui-se um bom bioindicador, devido as algas mais importantes de sua composição (Bostrychia sp) apresentarem alta capacidade resistência e resiliência, no entanto espécies menos representativas dentro da assembleia, notadamente bioindicadoras, podem variar significativamente em sua frequência e biomassa.