Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

COMUNIDADE FITOPLANCTôNICA COMO INDICADORES DA QUALIDADE DA áGUA DO RIO JAGUARIBE, CEARá, BRASIL

Autores

FRANCISCA REIJANNYA DOS SANTOS DA SILVA, FRANCISCO LUCAS PACHECO CAVALCANTE, ROMáRIO BEZERRA AGOSTINHO, JOSé ETHAM DE LUCENA BARBOSA, RAQUEL DA SILVA CORDEIRO

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/123

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Fitoplâncton, Bioindicadores, Poluição Aquática, Médio Rio Jaguaribe

Resumo

O fitoplâncton representa uma importante ferramenta para conhecer a qualidade da água, dado que a presença de diversos organismos podem ser utilizados como indicadores de sua qualidade. Logo, o presente estudo objetivou investigar a qualidade da água por meio da comunidade fitoplanctônica e das análises químicas da água do Rio Jaguaribe, no trecho urbano do município de Jaguaribe, Ceará, durante o período de seca e chuva de 2018. Nutrientes nitrogenados (Amônia-NH4; Nitrito-NO2; Nitrato-NO3) e os fosfatados (Fósforo Total (PT) e Fósforo reativo solúvel (PRS)) foram medidos no período de chuva (abril/2018) e no período de seca (julho/2018), em cinco pontos de amostragem. Os resultados dos parâmetros químicos analisados foram comparados com as condições e padrões delimitados para águas doces pela Resolução Nº 357, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. A comunidade fitoplanctônica foi amostrada por meio de rede coletora de plâncton (20 m). A análise taxonômica da comunidade fitoplanctônica foi realizada utilizando o microscópio binocular. O período chuvoso apresentou os maiores valores na concentração dos compostos nitrogenados e fosfatados, provavelmente devido a entrada por lixiviação de matéria orgânica proveniente do lixo depositado no leito do Rio, entrada de esgoto proveniente da cidade, criação de gado e porcos e, além disso, o uso do leito para a agricultura. A água do rio, segundo o CONAMA, foi classificada como sendo da classe 4, onde a água só pode ser destinada à navegação e à harmonia paisagística. Foram identificados no total de 115 táxons distribuídos em oito classes taxonômicas. O período de chuva obteve maior riqueza de táxons (89), em relação ao período de seca (65). A maior riqueza de espécies observada no período chuvoso se deve as altas concentrações nutrientes que são lixiviados para o rio devido às chuvas. Esse aporte de nutrientes favoreceu a presença das clorofíceas, especialmente Monactinus simplex, bastante comum em ambientes eutróficos. Esse aporte extra de nutrientes favoreceu as cianobactérias, principalmente táxons dos gêneros Planktothrix sp., Dolichospermum sp., Oscillatoria sp., Nostoc sp., que são conhecidas como potencialmente produtoras de cianotoxinas. As diatomáceas foram representativas nos dois períodos, especialmente no período de seca. Alguns gêneros, como Nitzschia e Navicula, são habitualmente encontradas em ambientes eutrofizados. A presença dos principais táxons destacados acima corrobora com a classificação da água na classe 4 segundo o CONAMA. Além disso, os resultados desse estudo confirma a preocupação do uso da água do Rio Jaguaribe para fins múltiplos pela população.