Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

OBTENçãO DE BIOMASSA DE UMA MACROALGA AGARóFITA ATRAVéS DA GERMINAçãO DE TETRáSPOROS EM CONDIçõES DE LABORATóRIO.

Autores

TICIANA DE BRITO LIMA HOLANDA, INGRID QUEIROZ DE MIRANDA, FRANCISCO ÉWERTON DE SOUSA LIMA, FRANCISCO LUCAS DE SOUZA LOPES, ANTôNIO ALVES DA SILVA NETO, MáRJORY LIMA HOLANDA ARAúJO, NORMA MARIA BARROS BENEVIDES

Modalidade

Resumo

Área Temática

2 CULTIVO DE ALGAS E SERVIçOS ECOSSISTêMICOS

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/119

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

tetrásporos, germinação, histologia e microscopia

Resumo

O gênero Gracilaria é o preferido para extração de ágar com grau alimentício. A espécie Gracilaria birdiae ocorre nas águas tropicais brasileiras, sendo muito comum na costa Nordeste do Brasil. Este trabalho teve como objetivo realizar estudos da morfologia, histologia e detalhar o método reprodução dos tetrásporos da alga marinha G. birdiae. Exemplares da espécie foram coletados em estruturas de cultivo na Praia de Flecheiras, município de Trairí, Ceará. Segmentos de talos tetrasporofíticos de aproximadamente 1 cm, foram dispostos em placas de cultura e imersos em 10 mL de água do mar esterelizada + solução de von Stosch meia força + dióxido de germânio e salinidade 36, onde uma lamínula foi posicionada no fundo de cada poço. Após a liberação dos tetrásporos, as lamínulas foram transferidas para placas de petri. Foi utilizado o regulador de crescimento 6-benzilamino-purina (BAP) sobre o desenvolvimento de talos gametofíticos originados a partir da germinação. O experimento foi conduzido em três grupos (G1, G2 e G3), os quais foram utilizados diferentes substratos (pedras calcárias e cordas). Após 60 dias de cultivo, os grupos foram subdivididos para avaliar a ação de duas concentrações do regulador de crescimento 6-benzilamino-purina BAP (0,1 e 0,3%) sobre o tempo de formação dos microtalos. Os tetrasporângios visualizados mediram aproximadamente 30,4 ± 2,6 µm. A coloração com AT mostrou uma reação metacromática mais intensa na parede celular e nos tetrasporângios. A microscopia confocal revelou uma diferença entre a morfologia dos tilacóides das células do córtex e dos tetrasporângios. Após 48 horas da liberação dos tetrásporos, uma germinação filamentosa com alta capacidade meristemática ocorreu. Filamentos constituídos de células seriadas foram observados após 7 dias de cultivo, com posterior formação de estruturas com células aglomeradas que antecederam a formação do microtalo após 35 dias. Os tratamentos submetidos a 0,1% de BAP durante um período de 90 dias formaram microtalos gametófitos sobre as pedras calcárias. Diante do exposto, podemos concluir que é possível a obtenção de biomassa algácea (microtalos) a partir da germinação de tetrásporos, sendo, portanto, uma ferramenta biotecnológica sustentável para o desenvolvimento da maricultura e repovoamento de zonas costeiras degradadas.