Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

DENSIDADE E VARIAçãO NICTEMERAL DO FITOPLâNCTON DO RESERVATóRIO POçO DA CRUZ (PE).

Autores

ALINE TEIXEIRA DE ANDRADE, MARIA JOSé GOMES DE ANDRADE, MARIA EDUARDA SOUZA GOMES, ARIANE SILVA CARDOSO, DAVI TADEU BORGES MARWELL, MARIA DO CARMO MARTINS SOBRAL, MARISTELA COSTA CUNHA CASé

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/115

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

cianobactérias, monitoramento ambiental, transposição do rio São Francisco, semiárido

Resumo

Dentre os organismos presentes nos ecossistemas aquáticos, o fitoplâncton se configura como um dos mais importantes. Na região semiárida há maior demanda de reservatórios devido às secas, sendo a transposição do rio São Francisco uma alternativa para mitigar este problema. Esses reservatórios devem ser monitorados, e estudos nictemerais são necessários para o conhecimento da qualidade da água. O objetivo deste trabalho foi avaliar a contribuição da pluviosidade na variação temporal da densidade fitoplanctônica do reservatório Poço da Cruz, durante os anos 2014 a 2017. Localizado no município de Ibimirim (PE), o reservatório Poço da Cruz (642338.0000 E e 9059338.0000 N) é considerado o maior reservatório de Pernambuco. As amostras foram coletadas semestralmente, durante os anos 2014 a 2017, correspondendo às campanhas 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22 e 23 do projeto de transposição do rio São Francisco. As coletas foram nictemerais, com sete amostras em 24 horas. Foram utilizados recipientes de polietileno, na superfície, e garrafa de Van Dorn, quando em profundidade. Os valores das densidades foram obtidos através das médias entre superfície e fundo. Os dados meteorológicos foram cedidos pelo INMET e a identificação das espécies foi baseada em bibliografia especializada. Estatisticamente, foram aplicados os índices de contribuição (%) entre as divisões fitoplanctônica e uma matriz de correlação de Pearson (r) entre pluviosidade e densidade total de cada ano. A comunidade fitoplanctônica registrou densidade total de 161.318.045 células/mL durante as oito campanhas estudadas, sendo representada por seis divisões (Bacillariophyta, Dinophyta, Euglenophyta, Chlorophyta, Cyanophyta e Cryptophyta). Cryptophyta esteve presente apenas na campanha 16 contribuindo com 482 células/mL, sendo o gênero Crytomonas sp. o único representante. A campanha 21 obteve a maior densidade, 78.284.360 células/mL, seguida das campanhas 19 e 20 que contabilizaram 41.404.286 células/mL e 21.670.714 células/mL, respectivamente. As menores densidades forma registradas nas campanhas 22 e 23 com 860.752 células/mL e 13.168 células/mL respectivamente. Em todas as campanhas estudadas, a contribuição das cianobactérias foi superior a 90%. As espécies Cylindrospermopsis raciborskii e Planktothrix agardhii contribuíram com maiores densidades. O índice de correlação entre pluviosidade e densidade (r = 0,796) mostrou uma relação positiva entre as variáveis estudadas. Os quatro anos estudados apresentaram défict hídrico, sendo o ano de 2017 mais crítico e com menor densidade fitoplanctônica. A presença de cianobactérias tóxicas e com altas densidades é preocupante e podem trazer riscos à saúde publica. A pluviosidade contribuiu com a variação da densidade fitoplanctônica, mostrando que houve variação temporal.