Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

O ENSINO DE FICOLOGIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) DE ALGUMAS ESCOLAS DE PARNAÍBA, LITORAL DO PIAUÍ

Autores

GESRAEL SILVA DE LIMA, MATEUS OLIVEIRA DA CRUZ, NATALIA PIRANI GHILARDI-LOPES, MARIA GARDENIA SOUSA BATISTA

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/113

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

Algas; Ensino básico; Biodiversidade.

Resumo

O estudo das algas (Ficologia), como parte do ensino de biodiversidade, está inserido nos Parâmetros Curriculares Nacionais da educação básica e deve ser ofertado em todas as modalidades de ensino, fazendo parte da formação cidadã dos discentes. A importância da relação entre o processo pedagógico e a realidade na qual os alunos estão inseridos, levou-nos ao questionamento sobre o ensino de ficologia em escolas situadas em cidades litorâneas, visto que os alunos possuem uma convivência reconhecível com as algas e o seu hábitat. Este trabalho objetivou avaliar o ensino de ficologia na EJA em cinco escolas do município de Parnaíba, no litoral do Piauí, duas das quais ofertam exclusivamente a modalidade EJA. Aplicou-se um questionário semiaberto com dez questões para os professores de ciências e de biologia. Sete professores (3 de ensino fundamental e 4 de ensino médio) responderam ao questionário e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido –TCLE, os quais, juntos, abrangem 27 turmas de EJA (14 de ensino fundamental e 13 de ensino médio). A interpretação dos dados coletados se deu de forma qualitativa e quantitativa. Considerando os professores de EJA no ensino fundamental, dois afirmaram que o conteúdo de ficologia é dado em três aulas, já um professor afirmou que somente uma aula era o suficiente. Livro didático, apostilas, imagens, pesquisas, artigos científicos e vídeos foram os recursos citados por eles como os usados nas aulas de ficologia. Ainda baseado nesta questão, dois entre os três professores nunca usaram métodos inovadores na aplicação deste conteúdo. Segundo os professores, a maioria dos estudantes demonstram um interesse significativo nas aulas de ficologia por conta da localização da cidade onde frequentam as aulas e todos os alunos conseguem relacionar o conhecimento sobre algas com o seu cotidiano. Os professores não acham que a exclusão deste conteúdo na EJA seria tão prejudicial à formação dos estudantes. Quanto à EJA no ensino médio, o conteúdo de ficologia é ministrado em uma ou duas aulas. Os professores declaram que os recursos usados são somente livros, data show e quadro branco; que não são usados recursos inovadores e que nunca usaram música, paródia e similares em aulas de ficologia. Declaram, ainda, que a maioria dos estudantes não é interessado por este conteúdo, mesmo morando no litoral. No entanto, conseguem relacionar as algas com seu cotidiano e os professores acham essencial o ensino de algas para formação dos alunos