Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

VARIAÇÃO TEMPORAL DA DENSIDADE NUMÉRICA DE DIATOMÁCEAS NA FOZ DO RIO DOCE: UMA ANÁLISE PRÉ E PÓS-ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE FUNDÃO (MARIANA-MG)

Autores

CECíLIA DE MORAES MARINO, GABRIELA VITALINO CRESTAN, BRENER FREITAS DE ALVARENGA, GEORGETTE CRISTINA SALVADOR LáZARO, KASSIA DO NASCIMENTO LEMOS, JULINE RODRIGUES DA CONCEIçãO, CAROLYNE MEES ZEN, KAREN RODRIGUES RIBEIRO, MARIANA MAGNAGO ALVES

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/11

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

impacto ambiental, fitoplâncton marinho, densidade, diatomáceas

Resumo

As diatomáceas constituem um importante grupo do fitoplâncton, seja em águas marinhas ou estuarinas, e são caracterizadas por possuírem parede celular composta por sílica e alta capacidade de habitar ambientes aquáticos e terrestres. Vários fatores são responsáveis pela distribuição das diatomáceas como: pH, temperatura, concentrações de solutos e nutrientes além de contaminantes orgânicos e inorgânicos. Devido a sua suscetibilidade a tantos parâmetros físico-químicos, as diatomáceas podem ser usadas como um valioso indicador ambiental da qualidade da água. O rompimento da barragem de Fundão (Mariana-MG) foi responsável pela liberação de 55 milhões de m3 de rejeitos de mineração na bacia do Rio Doce, que causou uma mudança repentina na estrutura físico-química deste ambiente. O objetivo do trabalho foi avaliar a variação temporal da densidade de diatomáceas na foz do rio Doce antes e depois do rompimento da barragem. Foram realizadas 3 amostragens, uma pós-ruptura, em 2 de dezembro de 2015, e duas pré-ruptura, a primeira entre julho e agosto de 2013 e a segunda entre março e abril de 2014. O ponto escolhido para a realização da comparação foi o mais próximo à desembocadura do Rio Doce em duas profundidades, superfície e fundo, e classificados como 01, para a campanha pós-ruptura, e C01 para as campanhas pré-ruptura. Para a contagem utilizou-se o método de sedimentação em câmaras em microscópio invertido, respeitando um tempo mínimo de sedimentação e os resultados expressos em organismos*L-1. Com a chegada dos rejeitos à foz do rio, a densidade numérica de diatomáceas teve uma grande diminuição, possivelmente ligada a modificação das características físico-químicas do ambiente e consequente diminuição da transparência da coluna d’água, que pode ter levado à senescência dos organismos através da inibição da fotossíntese. Assim, faz-se necessário o monitoramento do ambiente a longo prazo, visto que a chuva causa a ressuspensão dos rejeitos sedimentados no fundo do rio e novo aporte desse material em sua foz.