Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

LEVANTAMENTO PRELIMINAR SOBRE A DIVERSIDADE DE MACROALGAS MARINHAS BENTôNICAS EM POçAS DE MARé NOS COSTõES ROCHOSOS DAS PRAIAS DO REMANSO E AREIAS NEGRAS, RIO DAS OSTRAS, RJ.

Autores

STELLA ALMEIDA, LíSIA MôNICA DE SOUZA GESTINARI

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/107

ISSN

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Palavras-Chave

Biodiversidade, conservação, costões rochosos, ecossistemas marinhos, macroalgas, poças de maré.

Resumo

Os costões rochosos são ambientes de transição - ou ecótonos - e, por isso, tem uma grande diversidade de espécies, muitas delas endêmicas, justamente pela capacidade de suportar a frequente variação de fatores bióticos e abióticos. Nos costões, os principais organismos responsáveis pela produção primária são as macroalgas marinhas bentônicas, que se distribuem em faixas tanto no costão como também nas poças de maré. As poças de marés representam mesoscosmos com características peculiares às quais os organismos que ali habitam estão sujeitos em virtude das variações diárias das marés. Embora notoriamente importantes para os ecossistemas em que vivem, o conhecimento sobre a distribuição desses organismos em poças de marés ainda é ínfimo no Brasil. Neste sentido, o presente estudo visa avaliar qualitativa e quantitativa a diversidade de espécies de macroalgas marinhas bentônicas existentes em 4 poças de maré dos costões da Praia do Remanso (°33 '39 ,12 “S -41 °52 '21 ,48 “W) e Praia Areias Negras (22 °31 '52 ,99 “S -41 °55 '40 ,10 “W), ambas situadas no município de Rio das Ostras. Para isso, foram selecionadas 2 poças em cada praia, levando em consideração a localização e a diversidade do substrato e de organismos. As amostragens foram realizadas ao longo de 2016, contemplando as 4 estações climáticas. O método de coleta, pouquíssimo usado no Brasil, consistiu no esvaziamento das poças com o auxílio de uma bomba d’água, durante a maré baixa, sendo o volume total de H2O de cada poça devidamente quantificado. Dados pontuais de temperatura, inclinação e complexidade do substrato e salinidade foram registrados. Para a análise quali-quantitativa foi empregada a metodologia dos fotoquadrados, onde foram amostrados de 10 a 12 pontos dentro da poça já esvaziada. Tais fotos serviram para registrar fisionomia dos ambientes no momento da amostragem e foram analisadas com o programa CPCe. Foram analisadas 150 fotos para estimar a cobertura vegetal. Até o momento, 56 táxons foram identificados, compreendendo 25 gêneros do filo Rhodophyta (28; 50%), 11 gêneros de Ochrophyta (12; 21,43%) e 10 gêneros de Chlorophyta (16; 28,57%). Os grupos morfo-funcionais predominantes foram: crostoso (43%), filamentos (26%) e foliáceo (31%). Além das algas, também foram identificados os organismos da fauna dessas poças estudadas. Apoio: CNPQ; Funbio.