Anais CBFic - Volume 1 - 2018

Sociedade Brasileira de Ficologia - SBFic

Publicado em 26/11/2018

Volume 1 - 2019

Título do Trabalho

GêNERO MADAGASCARIA (COMPSOPOGONOPHYCEAE, RHODOPHYTA), DIMINUTA ALGA CROSTOSA DESCOBERTA ATRAVéS DE CULTURA IN VITRO, OCORRENDO PELA PRIMEIRA VEZ NO OCEANO ATLâNTICO

Autores

LUANDA P. SOARES, SILVIA M.P.B. GUIMARãES, NAIR S. YOKOYA, YOCIE YONESHIGUE-VALENTIN, MARIA GARDêNIA S. BATISTA, MUTUE TOYOTA FUJII

Modalidade

Resumo

Área Temática

1 BIODIVERSIDADE, FILOGENIA E ECOFISIOLOGIA

Data de Publicação

26/11/2018

País da Publicação

Brasil

Idioma da Publicação

Português

Página do Trabalho

http://sbfic.org.br/anais_show/103

ISSN

Aguardando...

Palavras-Chave

algas vermelhas crostosas, morfologia, ontogenia, rbcL, filogenia

Resumo

A taxonomia em Compsopogonophyceae é problemática, pois inclui gêneros morfologicamente diversos (crostas, lâminas, filamentos) com pequenas dimensões e poucos caracteres morfológicos diagnósticos. Madagascaria é um gênero monotípico crostoso, até o momento, conhecido apenas na região do Indo-Pacífico. Desde sua descrição original, o gênero não foi encontrado novamente em outros locais. Neste trabalho, combinando cultura in vitro, dados morfológicos e moleculares revelaram o primeiro registro de Madagascaria no Oceano Atlântico. Rodolitos foram coletados no Delta do Rio Parnaíba (Piauí) em junho de 2016 e pequenas algas crostosas foram isoladas em cultura para observações morfológicas e análises moleculares baseadas no gene plastidial rbcL. A ontogenia do talo dos espécimes brasileiros de Madagascaria caracteriza-se pelo crescimento inicial filamentoso, células marginais livres e reprodução assexuada por monósporos. Após um período em cultura, uma matriz mucilaginosa contínua foi observada nos isolados, mascarando a aparência original das crostas jovens. O desenvolvimento do talo é similar ao descrito para isolados do Indo-Pacífico, com diferenças tênues em relação ao formato e dimensões das células. As análises filogenéticas incluindo duas sequências do gene rbcL demonstraram que os isolados brasileiros formam um clado irmão de M. erythrocladioides da localidade tipo (Madagascar), com alto suporte. A divergência nucleotídica entre os espécimes brasileiros e os de Madagascar e do Japão foi de 2,4% e 6,9%, respectivamente. A maior divergência genética foi observada entre os isolados de Madagascar e do Japão (7,3%). As análises suportam três linhagens evolutivas em Madagascaria, com estrutura filogeográfica robusta, correspondendo aos isolados provenientes do Brasil, Japão e Madagascar. Madagascaria erythrocladioides exibe um padrão biogeográfico já que existe alta divergência genética em isolados geograficamente distantes. Dados adicionais de outras regiões devem ser gerados e agregados para avaliar se Madagascaria está representada por espécies distintas ou por um complexo de espécies crípticas. Órgãos financiadores: CNPq (303937/2015-7) e FAPESP (2016/50370-7). NSY, MTF e YYV agradecem o CNPq pelas Bolsas de Produtividade em Pesquisa.